sábado, 28 de setembro de 2013

Do site Fratres in Unum:

Francisco fala em Roma, Burke fala nos EUA.

Cardeal Burke.Por Il Foglio | Tradução: Fratres in Unum.com –  Se não fosse o longo colóquio do Papa Francisco com a “Civiltà Cattolica”, a entrevista do Cardeal Raymond Leo Burke, Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica, haveria de ficar escondida nas páginas do períodico mensal “Catholic Servant”, impresso em Minneapolis, e seria facilmente esquecida. Principalmente, depois de Francisco ter declarado que algumas questões e certos princípios inegociáveis não deveriam se tornar prioridades no ministério dos sacerdotes, devendo apenas ser pregados em contextos específicos, pois a posição da Igreja já é bastante conhecida. Palavras que na América, onde está alinhavada a batalha, inclusive política, da ala conversavora do episcopado, hoje guiado por Timothy Dolan, surpreenderam.
Cardeal Burke.

Por isso publicamos hoje esta entrevista e damos ampla cobertura ao que disse o Cardeal Burke, enquanto a milhares de quilômetros de distância, em sua suíte papal na Casa Santa Marta, Bergoglio lembrava que “uma pastoral missionária não pode estar obcecada com a transmissão desarticulada de uma multiplicidade de doutrinas a serem impostas com insistência”. Além de falar sobre o Summorum Pontiticum e a participação dos fiéis católicos na Missa, o Cardeal Burke dedica amplo espaço à tríade contracepção, aborto e casamento gay. Não tem medo de falar sobre “a alarmante rapidez com que se está implementando a agenda homossexual”, fato que “deve despertar a todos nós e nos deixar alarmados quanto ao futuro da nação” [referindo-se aos EUA]. Sobre isso, acrescenta o Cardeal: “estamos diante de um engano, de uma mentira sobre os aspectos mais fundamentais de nossa natureza humana, da sexualidade humana, que nos define [como tais]”.

Mentiras que só podem “vir de Satanás”, diz o Cardeal e antigo arcebispo de Saint-Louis. “É uma situação diabólica que visa destruir os indivíduos, as famílias e finalmente a nossa nação. É o mal imperante, logo, como resultado de uma cultura de morte, uma cultura contra a vida e contra a família que já existe há tempos”. E a culpa, a responsabilidade máxima do colapso “é dos católicos”, diz Burke.

“Não combatemos adequadamente, porque não nos foi ensinada a nossa fé católica, sobretudo na profundidade necessária para enfrentar esses graves males do nosso tempo. É uma falência da catequese, seja a catequese das crianças, seja a dos jovens, que é realizada nos últimos 50 anos. É necessária uma atenção muito mais radical, e posso dizer isso porque fui bispo de duas dioceses diferentes”. O resultado da catequese superficial dos últimos 50 anos “é que muitos eleitores adultos apoiam políticos com posições imorais, porque não conhecem a sua fé católica e o seu ensinamento sobre a questão da atração pelo mesmo sexo e sobre a desordem intrínseca das relações sexuais entre duas pessoas do mesmo sexo. Isso porque – acrescenta – tais pessoas não estão em condições de defender a fé católica”.

O fundamental por determinar a situação corrente foi “a exaltação da virtude da tolerância, falsamente concebida como a virtude que se sobrepõe a todas as outras virtudes”, disse Burke. Em outras palavras, explica, “deveríamos tolerar outras pessoas em suas ações imorais, a ponto até de parecer que apoiamos a moral equivocada. A tolerância é uma virtude, mas certamente não é a principal, que é a caridade. E caridade é falar da verdade, especialmente da verdade sobre a vida humana e a sexualidade humana. Enquanto nós amamos o indivíduo, nós desejamos somente o melhor para aqueles que sofrem de uma inclinação que os leva a se envolverem em relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo. Nós devemos condenar estas ações, porque estão em desacordo com a própria natureza, como Deus nos criou. É preciso dizer, nota o cardeal prefeito, um basta “ao falso sentido de diálogo que se infiltrou também na Igreja. Não é possível reconhecer publicamente aqueles que apoiam violações abertas à lei moral, nem render a eles quaisquer tipos de honras. Isto é um escândalo, uma contradição, um erro”.

COMENTÁRIO DO TRADIÇÃO CARIRI: Sábias e santas palavras de um digno Príncipe da Santa Igreja Católica, queira Deus iluminar o Papa Francisco pra perceber onde estão os verdadeiros católicos que amam a Igreja e sofrem com a profuda crise de Fé que ela atravessa já há 50 anos como bem aponta o Prefeito do Tribunal da Signatura Apóstolica, Cardeal Burke - Digníssimo sucessor dos Apóstolos!

O SACRIFÍCIO DA SANTA MISSA É O MESMO SACRIFÍCIO DA CRUZ



Um dos propósitos do Jornal “Versus Deum” e do Blog Tradição Cariri é trazer para os seus leitores textos dos Santos e Doutores da Igreja que são, em nossos dias, muitas vezes negligenciados, quando não deliberadamente escondidos e esquecidos por aqueles que deveriam conduzir o povo de Deus ao perfeito conhecimento da Fé Católica. 

Por isto, transcrevemos a seguir as belas palavras de SÃO LEONARDO DE PORTO MAURÍCIO, sobre o principal aspecto que envolve o mistério da Santa Missa, seja no Rito Antigo – Tridentino defendido pelos que fazem o “Versus Deum”, seja na Liturgia Reformada de Paulo VI, que é a relação estreita, mística e profunda que há entre o Sacrifício da Missa e o Sacrifício da Cruz de Cristo no Calvário, que são na realidade o Único e Mesmo Sacrifício como bem ensina a Regra de Fé Católica.



Seguem as palavras deste grande santo:

  
“A principal excelência do santo Sacrifício da Missa consiste em que se deve considerá-lo como essencialmente o mesmo oferecido no Calvário sobre a Cruz, com esta única diferença: que o sacrifício da Cruz foi sangrento e só se realizou uma vez e que nessa única oblação JESUS CRISTO satisfez plenamente por todos os pecados do Mundo; enquanto que o sacrifício do altar é um sacrifício incruento, que se pode renovar uma infinidade de vezes, e que foi instituído pra nos aplicar especialmente esta expiação universal que JESUS por nós cumpriu no Calvário.


Assim o SACRIFÍCIO CRUENTO foi o MEIO de nossa REDENÇÃO, e O SACRIFÍCIO INCRUENTO nos proporciona as GRAÇAS da nossa REDENÇÃO.


Um abre-nos os tesouros dos méritos de CRISTO Nosso Senhor, o outro no-los dá para os utilizarmos.


Notai, portanto que na Missa não se faz apenas uma representação, uma simples memória da Paixão e Morte do Nosso Salvador; mas num sentido realíssimo, o mesmo que se realizou outrora no Calvário aqui se realiza novamente: tanto que se pode dizer, a rigor, que em cada Santa Missa nosso Redentor morre por nós misticamente, sem morrer na realidade, estando ao mesmo tempo vivo e como imolado: Vidi agunum stantem tanquan accisum (Apoc 5, 6).


No santo dia de Natal, a Igreja nos lembra o nascimento do Salvador, mas não é verdade que Ele nasça, ainda, nesse dia.


Nos dias da Ascensão e Pentecostes, comemoramos a subida do Senhor JESUS ao Céu e a vinda do ESPÍRITO SANTO, sem que, de modo algum nesses dias o Senhor suba ainda ao Céu, ou ao ESPÍRITO  SANTO desça visivelmente à Terra.


A mesma coisa, porém, não se pode dizer do mistério da Santa Missa, pois aí não é uma simples representação que se faz, mas, sim, o mesmo sacrifício oferecido sobre a Cruz, com efusão de sangue, e que se renova de modo incruento: é o mesmo corpo, o mesmo sangue, o mesmo JESUS, que se imola hoje na Santa Missa. Opus trae Redemptionis exercetur, diz a Santa Igreja.


A obra de nossa Redenção aí se exerce: sim, exercetur, aí se exerce atualmente. Este santo sacrifício realiza, opera o que foi feito sobre a Cruz. Que obra sublime! Ora, dizei-me sinceramente  se, quando ides à Igreja para assistir a Santa Missa, pensásseis bem que ides ao Calvário assistir à morte do Redentor, que diria de alguém que vos visse aí chegar numa atitude tão pouco modesta? Se Maria Madalena fosse ao Calvário e se prostrasse aos pés da Cruz vestida, perfumada e ataviada como em seus tempos de desordem, quanto não seria censurada! E que se dirá de vós que ides à Santa Missa como se fôsseis a uma festa mundana?


Que aconteceria, sobretudo se profanásseis este ato tão santo, com gestos, risadas, cochichos, encontros sacrílegos?


Digo que, em qualquer tempo e lugar, a iniquidade não tem cabimento; mas os pecados que se cometem na hora da Santa Missa e na proximidade do altar, são pecados que atraem a maldição de Deus: Maledictus qui facit opus Domini fraudulenter (Jer 48,10). Meditai seriamente sobre este assunto” - SÃO LEONARDO DE PORTO MAURÍCIO, extraído do livro AS EXCELÊNCIAS DA SANTA MISSA.


Fortes e ortodoxas palavras, caros leitores! Mas palavras de um Santo, notem bem!


Antes buscássemos dar mais ouvidos às palavras dos grandes Santos e Doutores da Santa Igreja que a qualquer “profeta moderno” apressado na tarefa de reformar e deturpar a Regra de Fé Católica em busca, no mais das vezes, de agradar nossos mundanos ouvidos ou de ser elogiado pelo Mundo!


Para concluir gostaríamos de fechar propondo aos nossos leitores uma reflexão, dado que a Santa Missa nada mais é que a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário, como sempre ensinou a Fé Católica pelos séculos, qual deveria ser nossa atitude diante da Sagrada Liturgia? Seria razoável imaginar no Calvário músicas seculares com ritmos dançantes? Palmas? Pula-pula e algazarra?


Ou antes, deveríamos estar contritos, ajoelhados, em oração profunda e unitiva com Aquele que se imola por nós, muito embora sejamos tão indignos?


Um outro grande Santo Capuchinho, o Padre Pio de Pieltrecina, certa vez foz chamado a responder pergunta semelhante, eis sua resposta:


“Padre, como devemos assistir à Santa Missa?


Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.”



 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

ASSOCIAÇÃO DE FIÉIS CATÓLICOS CRISTO REI

A título de divulgação registramos para os apoiadores da Associação de Fiéis Católicos Cristo Rei que aos poucos estamos desenvolvendo atividades com o principal objetivo de promover o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo e a propagação da Missa Tridentina em nossa região do Cariri cearense.

Entre estas atividades temos reuniões mensais de formação às quais convidamos todos interessados a participar, via de regra ocorrem em um sábado à tarde no Colégio Santo Antônio de Barbalha. Informaremos regularmente a data e horários das reuniões mensais sempre com antecedência.

Outro destaque destes dias foi a publicação da primeira edição do Jornal Versus Deum que já começa a dar alguns frutos após distribuição na Catedral Diocesana em Crato e na Igreja dos Franciscanos em Juazeiro do Norte-CE. Já tivemos contatos frutos desta promoção de imprensa católica.

O esforço será para os próximos meses manter a publicação mensal do Jornal Versus Deum e buscar, quiçá, uma atividade que possa reunir todos os interessados no crescimento deste projeto, especialmente os participantes deste grupo "facebookiano".

VIVA CRISTO REI!
SALVE O IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Nota do Bispo de Pesqueira,Dom José Luiz Ferreira Salles, advertindo sobre a maçonaria

(Texto da Nota emitida por Dom José Luiz Ferreira Salles,  na tarde deste dia 30 de agosto de 2013, através da Cúria diocesana de Pesqueira, após reunião com a Comissão diocesana de pastoral para a Doutrina da Fé)http://doutrinadiocesedepesqueira.blogspot.com.br/p/aos-padres-religiosos-as-leigos-as-e.html



Aos padres, religiosos (as), leigos (as) e a todos aqueles que as presentes letras virem, saudação, paz e bênção  em nosso Senhor Jesus Cristo.


A respeito da celebração presidida pelo Pe. José Gomes de Melo realizada em Sanharó no dia 20 do corrente mês, que deu margem a comentários  na internet que denigrem a Santa Igreja, faço saber a todos que:

Lamento profundamente a reincidência neste erro gravíssimo que traz muitos transtornos à nossa Igreja diocesana. Por ocasião de denuncia sobre fato semelhante ocorrido em Belo Jardim, foram tomadas as medidas cabíveis de admoestação ao padre envolvido naquele triste e reprovável episodio, conforme o Direito Canônico e as orientações da Santa Sé.

Também o Padre José Gomes de Melo foi severamente advertido, está afastado de suas funções paroquiais em Sanharó e das demais funções diocesanas. Ao mesmo, visivelmente arrependido, recomendamos recolhimento, penitência, oração e exigimos retratação perante a Igreja. Imediatamente, o citado padre nos apresentou uma carta escrita, assinada de próprio punho, na qual pede perdão e compromete-se a se retratar publicamente.

Esta Igreja diocesana reafirma a comunhão com a doutrina da Igreja e não permite que seja celebrada qualquer função em união com qualquer associação que não esteja em comunhão com a Doutrina da Igreja. Não é permitido que se realize nenhuma ação litúrgica para a maçonaria nem consentido que sejam apresentados seus símbolos nas celebrações, muito menos que se celebre em ambiente de denominação maçônica.

Os presbíteros desta Diocese receberão um comunicado oficial do ocorrido tornando-os cientes de que será determinada a sumária suspensão do padre que porventura cometa qualquer abuso litúrgico ou ouse expor a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo a qualquer situação vexatória desta ou de outra natureza.

Aproveito esta Nota para ratificar a fidelidade desta Igreja diocesana a Cristo e à sua Igreja, sempre pronta a testemunhar a fé e anunciar a Boa Nova do Reino, percorrendo os caminhos da missão – frequentemente árduos – para santificar a todos.


Pesqueira, 30 de agosto de 2013




Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR
Bispo Diocesano

Do site fratresinunum.com, vemos com apreensão a notícia: L’Osservatore Romano reabilita a Teologia da Libertação

Segue abaixo a reportagem na íntegra


Por Vatican Insider | Tradução: Fratres in Unum.com -  
”Com um Papa latino-americano, a teologia da libertação não podia permanecer muito tempo nas sombras às quais foi relegada por alguns anos, ao menos na Europa”.
O jornal da Santa Sé, que “reabilita”, assim, uma corrente teológica há muito marginalizada pelos casos em que se mesclou com a ideologia marxista, publicará excertos do livro de Gutierrez «Dalla parte dei poveri. Teologia della liberazione, teologia della Chiesa» (Editrice Missionaria Italiana) ["Da parte dos pobres. Teologia da libertação, teologia da Igreja"], dedicados aos pobres como “preferidos de Deus” e contra o “neoliberalismo econômico” e a “desumanização da economia”.Essas palavras do Padre Ugo Sartorio enfatizam iniciativa do Osservatore Romano de dar amplo espaço, na edição de amanhã, a escritos do teólogo peruano padre Gustavo Gutierrez, dominicano, considerado o fundador da teologia da libertação.
“A contribuição de Gustavo Gutierrez tornou evidente uma coisa para nós aqui na Europa — sublinha Dom Gerhard Ludwig Mueller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e admirador do teólogo peruano –, a saber: a injustiça no mundo é um fator que permanece e que somente pode ser superado com a disponibilidade de todos os homens de voltar o olhar para Cristo”.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Abaixo adiantamos um texto que pretendemos publicar junto com outras informações em um breve periódico que lançaremos, se Deus quiser, impresso na nossa querida região do Cariri nos próximos dias chamado "Versus Deum" de responsabilidade da Associação de Fiéis Católicos Cristo Rei que começou a existir oficialmente há dois meses, com reuniões mensais para recitação do Santo Rosário e Estudos Católicos, bem como promoção e defesa da Santa Fé! Pedimos aos leitores orações pelo sucesso deste apostolado!
 
O MOTU PROPRIO SUMMORUM PONTIFICUM
E A MISSA TRIDENTINA
Missa Tridentina Pontifical rezada por Dom Fernando Rifan na JMJ 2013
 
 
 
No último dia 07 de Julho de 2013 fez seis anos da publicação de um dos mais importantes documentos pontifícios dos últimos anos, trata-se do Motu Proprio Summorum Pontificum, através do qual sua Santidade o Papa Emérito Bento XVI devolveu plena cidadania à Santa Missa na forma anterior às reformas do Papa Paulo VI, o documento beneditiniano chama de Forma Extraordinária do Rito Romano à Missa celebrada segundo o Missal de 1962, mas que muitos, talvez, devam conhecer como Missa em "latim".

A famosa, e tão apedrejada, Missa em "latim" é na realidade um dos tesouros litúrgicos da Santa Igreja Católica de rito latino tendo sida desenvolvida ao longo de séculos de cristandade, e, segundo as palavras do próprio Papa Bento XVI: "impulsionou na vida espiritual a numerosos santos e fortaleceu a tantos povos na virtude da religião e fecundou sua piedade". Só para citar alguns destes santos que rezaram ou assistiram à Santa Missa segundo este venerável rito: São João Bosco, Santa Terezinha do Menino Jesus, São Pio de Pieltrecina, São Domingos Sávio, e nosso, ainda não canonizado, mas já considerado por muitos romeiros, Padre Cícero.

Outrossim, o próprio Santo Padre na carta que enviou aos Bispos do mundo inteiro, por ocasião da publicação do referido Motu Proprio, chamou a atenção para o fato de que a Santa Missa segundo o rito anterior à Reforma Litúrgica nunca havia sido proibida, estas as suas palavras: "como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o fato de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, consequentemente, em princípio sempre continuou permitido".

De fato, São Pio V em sua Bula Quo Primum Tempore concede um idulto pérpetuo em favor da Missa no Sagrado Rito Tridentino: "em virtude de Nossa Autoridade Apostólica, pelo teor da presente Bula, concedemos e damos o indulto seguinte: que, doravante, para cantar ou rezar a Missa em qualquer Igreja, se possa, sem restrição seguir este Missal com permissão e poder de usá-lo livre e licitamente, sem nenhum escrúpulo de consciência e sem que se possa encorrer em nenhuma pena, sentença e censura, e isto para sempre."

E continua o Santo Papa Pio V: "decretamos e declaramos que os Prelados, Administradores, Cônegos, Capelães e todos os outros Padres seculares, designados com qualquer denominação, ou Regulares, de qualquer Ordem, não sejam obrigados a celebrar a Missa de outro modo que o por Nós ordenado; nem sejam coagidos e forçados, por quem quer que seja, a modificar o presente Missal, e a presente Bula não poderá jamais, em tempo algum, ser revogada nem modificada, mas permanecerá sempre firme e válida, em toda a sua força."



E o Papa São Pio V estava tão convicto da necessidade de uma Liturgia rezada conforme as disposições do Missal Antigo, que termina sua Bula com a seguinte advertência para os que se atravessem a atingir a Missa Tridentina: "Se alguém, contudo, tiver a audâcia de atentar contra estas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-poderoso e de seus bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo."

Ressalta-se que a Bula de São Pio V e o Motu Proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI nunca foram revogados por nenhum dos Papas que sucederam.

Portanto, o "Versus Deum" vem convidar todos os católicos que ainda vêem com preconceito a Missa Tridentina, vulgarmente chamada de Missa "em latim", a se aprofundarem no tema, uma vez que em muitos lugares do Mundo, inclusive no Brasil, muitos jovens leigos, seminaristas e sacerdotes tem se aproximado cava vez mais deste tesouro da Santa Igreja, na busca de encontrar aquelas riquezas espirituais que alimentaram a vida de tantos Santos e Doutores da Igreja no verdadeiro senso do sagrado, o qual já quase não se encontra em muitas Missas rezadas segundo a reforma do Papa Paulo VI, como tristemente se constata em muitas paróquias do Brasil e do Mundo.

Concluimos, infelizmente, constatando que ainda não contamos com tal celebração em nossa Diocese, apesar do Motu Proprio Summorum Pontificum plenamente em vigor ter possibilitado a todos os fiéis o direito de acesso a este tesouro, contudo esperamos, mais dia menos dia, conseguirmos com trabalho, oração e a ajuda da Santíssima Virgem Maria, este Tesouro Litúrgico da Santa Igreja para nossa região.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Um digno Príncipe da Santa Igreja - Entrevista com o Cardeal Burke

Abaixo transcrevemos uma breve entrevista do Cardeal Burke, prefeito do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica, palavras alentadoras vindas de um digno princípe da Santa Igreja, sobretudo em tempos em que esperamos ouvir a voz do Pastor e muitas vezes não ouvimos!

Queira Deus abençoar cada vez mais este brilhante Sucessor dos Apóstolos, são os votos e orações do Tradição Cariri!

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Cardeal Burke, prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica.
O cardeal Raymond Leo Burke, prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica, esteve presente nas jornadas Evangelium vitae, concluídas pelo Papa Francisco I no dia 16 de junho em Roma. Ele exorta os católicos a se mobilizarem – inclusive na rua se necessário – para defender a família e a vida.

A defesa da vida é um combate incessante para a Igreja, como o atesta, entre outros, a continuação das jornadas Evangelium vitae lançadas por João Paulo II. Onde se radica essa prioridade?

A lei que a Revelação nos deu nos ensina que o primeiro direito de um ser humano é de viver. Esta verdade, que é a inviolabilidade de vida inocente, é tão mais evidente quando se lembra que Cristo morreu por todos os seres humanos sem exceção. Lembremos igualmente a parábola do juízo final: “O que fazeis ao menor dos meus é a mim que o fazeis” (Mateus 25,40). Ora, aqueles que são vivos, mas ainda não nasceram, são os menores. É por isso que a Igreja conclamará sempre a proteger a vida inocente. Mais ainda, o primeiro preceito da lei natural é o de promover e proteger a vida humana. Inscrito no coração de cada um, este preceito é participado por todo mundo, seja qual for a sua orientação espiritual.

Uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé, assinada pelo cardeal Ratzinger em 2004, indicava que não se devia dar a comunhão a políticos católicos, homens e mulheres, que defendessem publicamente o aborto. Ela está ainda vigente?

Inteiramente ! Os homens políticos que se dizem católicos, mas que defendem o aborto pretendendo não querer impor suas convicções religiosas, estão no erro, pois, como eu já o disse, a revelação divina não vem senão confirmar aquilo que a lei natural acessível a todos já estabeleceu. E aqueles que fazem abertamente a promoção do aborto não devem, portanto, ter acesso à sagrada comunhão. Esta regra de disciplina canônica está prevista no artigo 915 do Código de Direito Canônico. Os católicos devem saber manifestar sua oposição, inclusive na rua, quando necessário.

Qual é o papel da família no respeito pela vida?

A família tem o primeiro papel, pois são os pais que devem ensinar os filhos a respeitarem a vida humana e a si próprios. Em uma segunda etapa, a educação religiosa deve preparar os filhos nesse sentido. Nesta ótica, a catequese é muito importante. Durante os anos, a maneira de ensinar o catecismo às crianças foi de tal maneira pobre que há uma necessidade de realizar um verdadeiro trabalho nesse ponto. Espero que esse tempo em que a catequese foi empobrecida acabou. Lembro-me de que quando eu era bispo de uma diocese, tentei tanto que pude remediar esses problemas.

Vossa Eminência é o prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica, que vela pela boa administração da justiça eclesiástica. O que diz o ensinamento da Igreja sobre as uniões homossexuais?

O ensinamento da Igreja é muito claro. A união sexual é moral no âmbito do casamento, sendo ela a expressão de um amor fiel, permanente e fecundo, isto é, procriador, entre um homem e uma mulher. Uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé, aparecida em 2003 e assinada pelo Cardeal Ratzinger, então prefeito dessa mesma congregação, condenava assim toda forma de legalização das uniões homossexuais. A natureza nos ensina que o homem e a mulher são feitos um para o outro. A alteridade é uma condição necessária ao casamento. Cumpre, pois, compreender que a Igreja Católica jamais aprovará as uniões homossexuais, que não podem ser naturalmente procriadoras.

Na França, a lei que legaliza o casamento homossexual foi votada. O que os católicos devem fazer doravante?

Acompanhei o combate dos franceses contra essa lei. Eu posso lhes dizer aqui: continuem a manifestar, continuem a mostrar que essa lei é injusta e imoral. A Igreja os apoiará nesse combate pela justiça. Eu incito assim os padres e os bispos a continuar nessa via e a manifestar sua oposição na rua se necessário. É importante que eles dêem o exemplo. Eu mesmo cheguei a manifestar, notadamente na Marcha pela Vida. Na Evangelium vitae, João Paulo II faz referência à desobediência civil, é nesse gênero de caso que devemos praticá-la. Os pais têm igualmente um trabalho a fazer contra essas leis insidiosas. Eles devem observar o que fazem seus filhos. O pior hoje é sem dúvida a pornografia. Os pais devem prestar atenção principalmente quando os filhos utilizam o computador e olham coisas cujos efeitos eles não medem e que fazem muito mal.

Como preservar as crianças desses desvios de conduta quando exibidos na rua?

É preciso que os pais procurem manter seus filhos longe de tudo isso e explicar-lhes o que é bem e o que é mal. A escola é também um lugar no qual importa investir. É necessário principalmente que o ensino católico seja ainda mais católico do que o é atualmente.

(Fonte: Famille Chrétienne)


sexta-feira, 28 de junho de 2013

Médico pró vida vai a julgamento na França

Seu crime: rezar e distribuir sapatinhos de bebê dentro de centro abortista. Pena pedida: dois anos de prisão e 30 mil euros de multa.
Fonte: Gloria TV
e revista Elle
Tradução  Montfort

Um terrorista pró-vida

Acedian 24/06/2013 05:21:29
Nesta quarta-feira 26 junho, às 13:30, o Dr. Xavier Dor, presidente do SOS Tout-Petits, comparecerá perante o Tribunal Criminal de Paris (Sala 31), no Palacio da Justiça [mesmo?] (Boulevard du Palais, 1º distrito), por ter [cometido o crime de]:
- rezar o rosário na calçada em frente do Hospital São Vicente de Paulo em  Paris no dia 2 de abril de 2011
- distribuir sapatinhos de bebês nas instalações do Planejamento Familiar em 25 e 26 de Junho 2012.
Esses fatos têm qualificação penal de  ”crime de obstrução do aborto” e são passíveis de dois anos de prisão e uma multa de 30.000 euros. É altamente recomendável ir apoiar, em face da justiça da cultura da morte, aquele que ela quer fazer passar por um terrorista pró-vida.
Abaixo a narrativa do “violento ataque”  que gerou o processo do Dr. Xavier Dor, por testemunhas da própria clínica abortista. O texto cheio de ironias foi publicado na revista feminina Elle, por ocasião da primeira audiência do processo. Note-se, na conclusão, o incômodo da dirigente abortista com o crescimento da reação católica  que ela  tacha de “extrema-direita”.

Xavier Dor novamente processado por delito de entrave ao aborto

Isabelle Duriez -  18/01/2013
« É um reincidente (…)  Xavier Dor se encontrará de novo diante da Justiça por delito de entrave à “interrupção voluntária da gravidez”. O iniciador dos comandos anti-aborto dos anos 90 deveria ter abandonado esse modo de ação, depois de várias condenações pela Justiça. Mas ele recomeçou. Em 25 e 26 de junho de 2012, ele entrou nas instalações do “Planning familial” [movimento de promoção e rede mundial de clínicas de aborto] de Paris, assustando ao menos uma paciente vinda para uma IVG. (…) Segundo Marie-Claude Zalamansky, médica [« médica » ?]  do Planning :   “No dia 25 de junho, Xavier Dor entrou acompanhado de outra pessoa na sala de espera e anunciou sua intenção de fazer orações. Nós conseguimos dissuadi-lo. Ele voltou sozinho no dia seguinte e comunicou novamente sua intenção de rezar, nós lhe pedimos que deixasse o lugar e o empurramos para a saída. Ao cruzar a porta, ele encontrou uma mãe de família, que vinha se informar para fazer uma IVG, e lhe pôs nas mãos minúsculos sapatinhos de bebê e uma medalha religiosa. Essa mulher, mãe de três filhos e católica, não podia manter o quarto [filho].”  Esta ficou chocada e abalada.

Fundador do SOS tout-petits [SOS pequeninos] em 1986, Xavier Dor se especializou em entrar em clínicas que praticam o aborto com outros militantes para assustar e culpabilizar as mulheres. Após a adoção em 1993 da Lei Neiertz, que criou o delito de entrave ao IVG legal, ele sofreu numerosas condenações. A última foi em 1999. “Ele deve ter esquecido que já foi condenado pelo mesmo delito”, ironiza Daniele Gaudry do Planning Familial. “Mas ele não tinha desaparecido de circulação, ao contrário, ele faz parte do movimento anti aborto que reza e se manifesta diante das agências do Planning Familial, diante do Hospital Tenon, mas também em Nantes, Lyon, Bordeaux… Eles se sentem encorajados pelo forte retorno das ideias da extrema direita e de movimentos como Civitas”. »

quinta-feira, 27 de junho de 2013

"SERTÃO DIANTE DO TRONO" OU UMA NOTA DE ALERTA CONTRA O PERIGO DA INDIFERENÇA RELIGIOSA DOS CATÓLICOS NA HORA PRESENTE

Nossa Senhora das Dores
Aquela que sozinha venceu todas as heresias
No próximo dia 06 de julho está programado para o ocorrer na cidade de Juazeiro do Norte-CE, terra dos Romeiros da Mãe das Dores, um show intitulado "Sertão Diante do Trono", promovido pela banda protestante Diante do Trono, o evento acontecerá segundo o site de promoção do evento no Parque de Eventos Padre Cícero.  

Andei dando uma olhada em alguns sites que noticiam o evento e é preocupante o número de católicos que tem se mostrado empolgados com o show e com a banda Diante do Trono.

Mais grave é o completo silêncio feito pelos pastores da nossa Diocese, que simplesmente parecem não se incomodar com o envenamento das ovelhas que lhes foram confiadas. 

Não sei se muitos católicos ainda não viram, mas foi a herege protestante Ana Paula Valadão que protagonizou as absurdas cenas que podemos ver neste  vídeo, onde ela "profetiza" a queda da Igreja Católica.
 
O Tradição Cariri faz aqui o registro de seu repúdio a este evento, bem como clama aos pastores da Santa Igreja Católica que defendam o rebanho que lhes foi confiado das mentiras protestantes, das ofensas a Santa Mãe de Deus que certamente serão lançadas ali, das blasfêmias contra Nosso Senhor e os seus Santos.

Pedimos também aos bons católicos do Cariri que boicotem este show que quer passar-se por agradável a Nosso Senhor, mas que só serve para, no mais das vezes, ofender a Deus e a Sua Santa Igreja.

Por fim, registramos como é impressionante o cumprimento das previsões dos Santos Papas do séc. XIX e primeira metade do século XX, que bem avisaram em diversos documentos que a opinião nefasta de que todas as religiões são boas levaria não só ao Indiferentismo Religioso, mas até ao completo Ateísmo que hoje já vemos tão claramente, especialmente na Europa.

E aos que pensam ser possível esta "união" da mentira protestante com a Verdade de Nosso Senhor, Revelada por Ele à Sua Santa Igreja e esclarecida pelo Sagrado Magistério Infalível, deixamos algumas palavras de alguns Santos Papas que ensinaram bem a este respeito:

S. Antônio de Pádua, Martelo dos Hereges

  
"É por isso que, do mesmo modo que a ninguém é lícito descurar seus deveres para com Deus, e que o maior de todos os deveres é abraçar de espírito e de coração a religião, não aquela que cada um prefere, mas aquela que Deus prescreveu e que provas certas e indubitáveis estabelecem como a única verdadeira entre todas, assim também as sociedades não podem sem crime comportar-se como se Deus absolutamente não existisse, ou prescindir da religião como estranha e inútil, ou admitir uma indiferentemente, segundo seu beneplácito. Honrando a Divindade, devem elas seguir estritamente as regras e o modo segundo os quais o próprio Deus declarou querer ser honrado." Encíclica Immortale Dei – Papa Leão XIII

"Relativamente à religião, pensar que é indiferente tenha ela formas disparatadas e contrárias equivale simplesmente a não querer nem escolher nem seguir qualquer delas. É o ateísmo menos o nome. Efetivamente, quem quer que creia em Deus, se for conseqüentemente e não quer cair no absurdo, deve necessariamente admitir diferença, disparidade e oposição, mesmo sobre os pontos mais importantes, não podem ser todos igualmente bons, igualmente agradáveis a Deus." Encíclica Immortale Dei - Papa Leão XIII
 
"Novamente, como todos que se oferecem são recebidos qualquer que possa ser sua forma de religião, eles deste modo ensinam o grande erro desta época - que uma consideração por religião deveria ser tida como assunto indiferente, e que todas as religiões são semelhantes. Este modo de raciocinar é calculado para trazer a ruína de todas as formas de religião, e especialmente da religião Católica, que, como é a única que é verdadeira, não pode, sem grande injustiça, ser considerada como meramente igual às outras religiões." Encíclica Humanum Genus - Papa Leão XIII
 
"não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo senão promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora, infelizmente, eles se apartaram dela." Encíclica Mortalium Animos – Papa Pio XI

E para concluir, porque podiamos passar dias citando sentenças contrárias a indiferença religiosa e ao diabólico ecumenismo tão propagado em nossos dias, citamos as palavras do Papa Gregório XVI em sua Encíclica Mirari Vos:
 
Papa Gregório XVI
"Outra causa que tem acarretado muitos dos males que afligem a Igreja é o indiferentismo, ou seja, aquela perversa teoria espalhada por toda parte, graças aos enganos dos ímpios, e que ensina poder-se conseguir a vida eterna em qualquer religião, contanto que se amolde à norma do reto e honesto. Podeis, com facilidade, patentear à vossa grei esse erro tão execrável, dizendo o Apóstolo que há um só Deus, uma só fé e um só baptismo (Ef 4, 5): entendam, portanto, os que pensam poder-se ir de todas as partes ao porto da Salvação que, segundo a sentença do Salvador, eles estão contra Cristo, já que não estão com Cristo (Lc 11,23), e os que não colhem com Cristo dispersam miseramente, pelo que perecerão infalivelmente os que não tiverem a fé católica e não a guardarem íntegra e sem mancha (Simbol. Sancti Athanasii); ouçam S. Jerónimo, do qual se diz que quanto alguém tentara atraí-lo para a sua causa, dizia sempre com firmeza: O que está unido à Cátedra de Pedro é o meu (S. Hier., ep. 57). E nem alimentem ilusões porque estão baptizados; a isto calha a resposta de Santo Agostinho que diz não perder o sacramento sua forma quando está amputado da vide; porém, de que lhe serve, se não tira sua vida da raiz? (In Ps. contra part. Donat.)." Encíclica Mirari Vos - Papa Gregório XVI




quinta-feira, 20 de junho de 2013

DECRETO DA CONGRAÇÃO PARA O CULTO DIVINO DETERMINA A INCLUSÃO DESDE AGORA DO NOME DE SÃO JOSÉ NA ORAÇÕES EUCARÍSTICAS II, III E IV

Transcrevemos abaixo a íntegra do texto do Decreto Paternas Vices da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos que determinou a inclusão nas Orações Eucarísticas II, III e IV do nome do Bem-Aventurado São José, Castíssimo Esposo da Virgem Santíssima, Terror dos Demônios e Protetor da Santa Igreja Católica, no Novus Ordo Missae. 

Sobre o assunto há um texto muito interessante do Reverendíssimo Pe. Clécio em seu blog Oblatus. 

A nós que fazemos o Tradição Cariri parece-nos uma ótima notícia, não só porque teremos o reforço da intercessão do Digníssimo Pai Adotivo de Jesus, mas também porque reforça dois princípios bastante atacados nestes nossos tempos de grande apostasia.

O primeiro deles a Família Tradicional na presença da Sagrada Família nas Orações Eucarísitas mais rezadas no Novus Ordo Missae.

O segundo, o importantíssimo Dogma de Fé Católica que é a Comunhão dos Santos, nosso alento, nosso conforto, nestes terríveis tempos que nos foram dados militar é sabermos pela Fé que temos junto a Nosso Senhor valoros gigantes da Fé, prontos em nos socorrer e em interceder por Nós a Jesus Cristo, entre os quais se destaca o Glorioso São José, Chefe da Sagrada Família!

Segue a íntegra do Decreto:


Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos – Prot. N. 215/11/L

DECRETO

Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo.

Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.

 Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestarem sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.

Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano.

O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: “ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis”, Na Oração Eucarística III: “cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis”; na Oração Eucarística IV: “cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis”. Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas, para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013,
São José Operário.

Antonio Card. Cañizares Llovera – Prefeito