sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Doutor Angélico


"A caridade não significa somente amor a Deus, mas também certa amizade com ele. Essa amizade acrescenta ao amor a reciprocidade no amor, uma comunhão mútua, como explica o livro VIII da Ética. E que isso pertença à caridade consta claramente na primeira carta de João (4, 16): “Quem permanece na caridade permanece em Deus e Deus permanece nele”, e na primeira carta aos Coríntios (1, 9): “Fiel é o Deus que vos chamou à comunhão com seu Filho”. Ora, essa comunhão do homem com Deus, que consiste no trato familiar com ele, começa aqui na vida presente pela graça, mas se consumará na futura pela glória, e essas duas realidades, nós as obtemos pela fé e pela esperança. Portanto, assim como não se pode ter amizade com alguém se não se confia nem se espera poder manter alguma comunidade de vida ou familiaridade com ele, assim também não se pode ter amizade com Deus, que é a caridade, se não se tem a fé que faz crescer nessa comunhão e trato familiar e se não se espera pertencer a essa sociedade. E assim a caridade não pode existir de forma alguma sem a fé e a esperança."
Suma Teológica I-II, q.65, a.5

 "A todos quantos agora sentem sede da verdade, dizemos-lhes: ide a Tomás de Aquino" 
Pio XI, Studiorum Ducem

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