quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Chesterton, indispensável.
"Caso falemos de alguma coisa como um aspecto da verdade, é evidente que alegamos conhecer o que é a verdade; da mesma forma que, ao falarmos sobre a pata traseira de um cachorro, alegamos conhecer o que é um cachorro. Infelizmente, o filósofo que fala a respeito de aspectos da verdade geralmente também pergunta , "O que é a verdade?" Muitas vezes até nega a existência da verdade, ou diz ser inconcebível à inteligência humana. Como, então, pode reconhecer seus aspectos? Não gostaria de ser um artista que levasse um esboço arquitetônico a um construtor, dizendo, " Essa é a vista sul do chalé com vista para o mar, contudo, tal chalé não existe". Não gostaria sequer de ter que explicar, sob tais circunstâncias, que um chalé com vistas para o mar pode até existir, mas que é impensável a mente humana. Muito menos gostaria de ser o confuso e ridículo metafísico que afirma ser capaz de ver em todos os lugares aspectos de uma verdade que não existe. É perfeitamente óbvio que há verdade em Kipling, que há verdades em Shaw e Wells. Mas, o grau com que as podemos perceber depende estritamente de quão distante estamos de uma concepção interna e definida do que seja a verdade." G.K.Chesterton, Hereges. 

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