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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Do site Fratres in Unum.Com, tradução de um belo texto do Padre Michael Rodriguez o qual assinamos embaixo para justificar porque preferimos o Rito Tradicional!

Por que a Missa Tradicional?

Um check-list de 12 itens

Por Padre Michael Rodriguez * | Tradução: T.M. Freixinho, Fratres in Unum.com - (1) A venerável e imemorial Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, é teocêntrica – centrada e direcionada a Deus Todo-Poderoso. Ela dá glória constante ao Deus Trino: um sacrifício de adoração, ação de graças, propiciação e impetração, direcionado a Deus, tanto teológica quanto ritualmente.

(2) A venerável Missa Romana (Missa Tradicional) é a “Missa de Sempre”; é a Missa que sempre foi oferecida pela Igreja una, santa e católica. Assim, ela é a verdadeira e autêntica Missa Católica. Ela é a Missa que foi transmitida pela tradição de Roma, a cidade consagrada pelo sangue de dois príncipes, os santos apóstolos São Pedro e São Paulo. Ela é a obra prima de dois mil anos da Tradição, vida e culto católicos.


A única missa celebrada por Pe. Pio.
A única missa rezada pelo Padre Pio

(3) Através da Missa Tradicional podemos ser supremamente fiéis a nossa religião católica, isto é, fiéis (exatamente à mesma) lei da fé (lex credendi) e (exatamente à mesma) lei da oração (lex orandi) que foram professadas por todos os nossos ancestrais na Fé, remontando aos próprios Apóstolos.

(4) A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes, professa, manifesta e honra o inefável Mistério que acontece: Jesus Cristo, o único Sumo Sacerdote, oferece a Sua vida, através do ministério de Seus sacerdotes, de maneira incruenta. Nosso Redentor volta a morrer por nós de maneira mística.

(5) A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, professa, manifesta, reverencia e adora o inefável Mistério que acontece: o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, junto com a Sua alma e Divindade, se tornam realmente presentes através do Milagre da Transubstanciação no momento da Consagração.

(6) É Dogma da Fé Católica que o culto de Adoração (latria) deve ser dado a Cristo presente na Eucaristia. A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, realiza esse culto de maneira perfeita.

(7) A venerável Missa Romana realça o fato de que a Santa Missa é o próprio sacrifício de Cristo, santo, perfeito e completo em cada aspecto, através do qual cada fiel honra a Deus de maneira nobre, confessando ao mesmo tempo o seu próprio nada e o supremo domínio que Deus tem sobre ele.

(8) A venerável Missa Romana é imutável. Ela se caracteriza por uma santa permanência e estabilidade. Ela é extremamente importante, porque reflete a lex credendi (a Fé), que não muda. Deus é imutável, as santas verdades da Fé Católica são imutáveis, a Sagrada Escritura é imutável. . . A Santa Missa é imutável.

(9) A Missa Romana clássica é universal. Ela nos une não somente a todos os católicos do mundo (espaço), mas também a todos os nossos ancestrais católicos ao longo dos séculos (tempo), especialmente, às multidões de santos, cujas almas foram nutridas e fortalecidas pela mesma Liturgia celeste.

(10) O nosso Rito Antigo expressa a Fé Católica Romana de maneira clara e completa, com beleza sublime e nobre precisão, como, por exemplo, os mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação, a santidade e grandeza de Deus Todo-Poderoso, o mistério da graça e a realidade do pecado, a veneração da Santíssima Virgem Maria, os anjos e os santos, a Missa como o Sacrifício de Cristo oferecido ao Pai Eterno para a nossa salvação, o sacerdócio como uma perpetuação do próprio Sacerdócio de Cristo, a natureza hierárquica da Igreja, morte, juízo, céu e inferno.

(11) A venerável Missa Romana professa, manifesta e exalta os seguintes efeitos do Santo Sacrifício da Missa: a Santíssima Trindade é adorada, honrada e glorificada, Jesus Cristo renova [misticamente] a Sua Morte na Cruz, Jesus Cristo intercede pela Igreja, a Virgem Maria e os santos são honrados, a Igreja é auxiliada na batalha contra o demônio e em seu esforço para alcançar o céu, as santas almas são libertadas do purgatório.

(12) As orações da Missa Tradicional expressam, transmitem e exaltam a doutrina católica, como, por exemplo, o ensinamento católico sobre o inferno, o juízo divino, a ira de Deus, a punição pelo pecado, a maldade do pecado como o mal maior, o desapego do mundo, o purgatório, as almas dos falecidos, o reinado de Cristo na terra, a Igreja Militante, o triunfo da Fé Católica, os males da heresia, cisma e erro, a conversão de não católicos, os méritos dos santos e os milagres.

Padre Michael Rodriguez é sacerdote da diocese de El Paso, Estados Unidos. Nosso blog já teve a honra de entrevistá-lo por duas vezes [aqui e aqui], além de publicar diversos artigos de sua autoria.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

DECRETO DA CONGRAÇÃO PARA O CULTO DIVINO DETERMINA A INCLUSÃO DESDE AGORA DO NOME DE SÃO JOSÉ NA ORAÇÕES EUCARÍSTICAS II, III E IV

Transcrevemos abaixo a íntegra do texto do Decreto Paternas Vices da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos que determinou a inclusão nas Orações Eucarísticas II, III e IV do nome do Bem-Aventurado São José, Castíssimo Esposo da Virgem Santíssima, Terror dos Demônios e Protetor da Santa Igreja Católica, no Novus Ordo Missae

Sobre o assunto há um texto muito interessante do Reverendíssimo Pe. Clécio em seu blog Oblatus. 

A nós que fazemos o Tradição Cariri parece-nos uma ótima notícia, não só porque teremos o reforço da intercessão do Digníssimo Pai Adotivo de Jesus, mas também porque reforça dois princípios bastante atacados nestes nossos tempos de grande apostasia.

O primeiro deles a Família Tradicional na presença da Sagrada Família nas Orações Eucarísitas mais rezadas no Novus Ordo Missae.

O segundo, o importantíssimo Dogma de Fé Católica que é a Comunhão dos Santos, nosso alento, nosso conforto, nestes terríveis tempos que nos foram dados militar é sabermos pela Fé que temos junto a Nosso Senhor valoros gigantes da Fé, prontos em nos socorrer e em interceder por Nós a Jesus Cristo, entre os quais se destaca o Glorioso São José, Chefe da Sagrada Família!

Segue a íntegra do Decreto:


Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos – Prot. N. 215/11/L

DECRETO

Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo.

Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.

 Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestarem sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.

Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano.

O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: “ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis”, Na Oração Eucarística III: “cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis”; na Oração Eucarística IV: “cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis”. Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas, para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013,
São José Operário.

Antonio Card. Cañizares Llovera – Prefeito

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A INSTRUÇÃO REDEMPTIONIS SACRAMENTUM E ALGUMAS PRÁTICAS DE NOSSAS PARÓQUIAS DE JUAZEIRO DO NORTE-CE


A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou, ainda durante o pontificado do Beato João Paulo II, a famosa Instrução Redemptionis Sacramentum que trata de algumas coisas que são necessárias observar e evitar a respeito da Sagrada Eucaristia.

Entre as coisas que se devem evitar estão algumas práticas que se tornaram comum em uma paróquia aqui da nossa cidade de Juazeiro do Norte-CE, muito embora não seja "mérito" do pároco apenas, uma vez que já presenciamos atitudes semelhantes no altar de outras paróquias. Trata-se da distribuição da comunhão sob as duas espécies que é feita de forma vasta e abrangente na Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes e que não tem observado as normas disposta na Instrução Pontifícia acima citada.

Senão vejamos, a Instrução Redemptionis Sacramentum em seu Capítulo IV - A Sagrada Comunhão,  item 104, diz o seguinte: "Não se permita ao comungante molhar por si mesmo a hóstia no cálice, nem receber na mão a hóstia molhada.", pois bem na referida comunidade paroquial, até onde podemos constatar, a distribuição da comunhão sob as duas espécies é distribuida a todos os que forem comungar na mão dos fiéis, numa clara afronta a norma emanada ainda sob o pontificado do Papa João Paulo II.

Neste exemplo específico, o pároco de Nossa Senhora de Lourdes não está, infelizmente, sozinho. Durante uma celebração do Santo Sacrifício da Missa na Paróquia de São Francisco de Assis, também aqui em Juazeiro do Norte, pudemos observar o sacerdote distribuindo a comunhão sob as duas espécies também na mão dos fiéis leigos, mas desta feita apenas aos que serviam ao altar: leitores, acólitos, etc. Nem por isto menos grave!

Ainda no mesmo Capítulo IV, nos casos de comunhão sob duas espécies, a Instrução coloca a necessidade de uma catequese prévia e no mesmo momento aos fiéis sobre o que ensina o Sacrossanto Concílio Ecumênico Tridentino a respeito da Sagrada Eucaristia, senão vejamos: "Para que, no banquete eucarístico, a plenitude do sinal apareça ante os fiéis com maior clareza, são admitidos à Comunhão sob as duas espécies também aos fiéis leigos, nos casos indicados nos livros litúrgicos, com a devida catequese prévia e no mesmo momento, sobre os princípios dogmáticos que nesta matéria estabeleceu o Concílio Ecumênico Tridentino."

É de se perguntar tem sido feita a referida catequese? Estão a informar aos fiéis que, conforme o Santo Concílio de Trento, a comunhão sob apenas uma das espécies é suficiente para que o fiel receba todas as graças necessárias a sua salvação? Sabem os fiéis, plenamente, que Nosso Senhor está inteiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade em cada uma das espécies eucarísticas, conforme ensina o Dogmático e Infalível Concílio Tridentino? Não nos consta que tal catequese seja feita como manda a Instrução de forma prévia e no mesmo momento da comunhão pelos fiéis da referida Paróquia.

Por fim, gostaríamos de frisar aos leitores, que o blog Tradição Cariri defende a idéia da comunhão de joelhos e na boca, segundo Tradição antiguíssima da Santa Igreja e conforme exemplo permanente de Sua Santidade o Papa Bento XVI, o que não significa que não reconheçamos como válidas as normas atualmente vigentes da distribuição da comunhão na mão, embora as consideremos passíveis de maior profanação da Sagrada Eucaristia.

De qualquer forma, rezemos a Virgem Santíssima Imaculada, Mãe de Lourdes, para que interceda junto a seu Divino Filho de forma que Nosso Senhor não tarde mais a restaurar a Sua Igreja e livrá-la de todo pensamento modernista e liberal, que em tudo, ou quase tudo, ofende a Sua Divina Majestade!  

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Frei Damião "Em Defesa da Fé" - O Santo Sacrifício da Missa

 "Mas a Santa Missa não é um sacrifício diferente do sacrifício da Cruz; é o próprio sacrifício da Cruz; nem se oferece para completar os méritos da Redenção, e sim para nos serem aplicados estes méritos.
(...) Os mais antigos doutores da Igreja falam do santo sacrifício da Missa.
Sto. Irineu (202 d.C.) diz: " O sacrifício da nova Aliança é a Ceia; Jesus Cristo intitui-a não só como sacramento, mas também como sacrifício. A Igreja oferece estes sacrifício em todo o Universo.
S. Cipriano, Bispo de Cartago  (258 d.C.) escreve: "Os Padres da Igreja oferecem o sacrifício exatamente como Cristo ofereceu" e acrescenta: "Nós oferecemos todos os dias, nas épocas de operseguição e nas de paz, o sacrifício pelo qual preparamos os fiéis a imolarem-se como vítimas pelo martírio".
"O único sacrifício - diz S. Leão I - do Corpo e do Sangue de Cristo substitue todos os sacrifício".
Todos os afrescos das catacumbas  provam estes sacrifício, assim como as mais antigas liturgias, isto é, os livros que encerram as orações usadas neste sacrifício e as cerimônias que se deviam observar para oferecer.
Estes testemunhos e muitos outros que poderia alegar, penso que sejam suficientes para nos convencermos de que a cristandade sempre acreditou na missa como sacrifício.
Quem primeiro negou esta verdade foi Lutero e ele mesmo diz que foi o diabo que o impeliu a fazê-lo.
Que pena, pois, é abandonar a doutrina da Igreja, para abraçar uma doutrina sugerida pelo demônio!
Leito amigo, jamais cometa semelhante estultície." 
Frei Damião de Bozzano - Em Defesa da Fé, 1953.  
 
Pena que pouco se escute palavras tão claras nas homílias de hoje em dia que se ouvem por aí, nem mesmo na casa do Seráfico São Francisco, do Martelo dos Hereges Santo Antônio, do Místico Padre Pio, do Glorioso São Félix, do Preciso São Leonardo de Porto-Maurício e do Tridentino Frei Damião de Bozzano!
 
Que a Virgem Santíssima nos ajude atravessar estes nossos tristes tempos e abençoe todos os sacerdotes para que sigam o exemplo de fidelidade e amor a Igreja e às almas de homens como Frei Damião!
 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

DO FRATES IN UNUM.COM nos vem esta ótima notícia, rezemos e trabalhemos para que na nossa Diocese de Crato-CE também se façam respeitar as normas litúrgicas e não tenhamos que presenciar ainda mais abusos e "criatividades" nas celebrações da Sagrada Liturgia, que infelizmente muitas vezes presenciamos por aqui, afinal é também um direito dos fiéis a Liturgia celebrada segundo as rubricas e não segundo o entendimento de cada sacerdote ou, pior, de cada pastoral da liturgia, segue a notícia:

Suíça: o bispo de Chur recorda as normas litúrgicas.

Dom Vitus Huonder, bispo de Chur, Suíça, celebra a Missa TradicionalPor DICI | Tradução: Teresa Maria Freixinho –
Para o início do Ano da Fé, Dom Vitus Huonder (foto ao lado), bispo de Chur e administrador apostólico dos cantões de Obwald, Nidwald, Glaris, Zurique e uma parte de Uri, publicou uma carta pastoral intitulada A Sagrada Eucaristia – Um Sinal de Unidade, para ser lida em todas as igrejas da diocese no domingo, 11 de novembro.

Chefe dos departamentos de Liturgia, Ministério e Serviços da Conferência de Bispos da Suíça (CES), o bispo recorda firmemente aos sacerdotes e fiéis as regras para as celebrações litúrgicas. Dom Huonder enfatiza que o direito de organizar a liturgia pertence à autoridade exclusiva da Igreja; um padre não pode decidir por sua própria conta acrescentar, retirar ou modificar qualquer rubrica, e ele nunca poderá usá-la como um “meio legítimo para promover a participação dos leigos na liturgia.” “Na liturgia, Deus é o verdadeiro autor, idealizador e ator, e a Igreja tem o dever de preservar o sagrado ao longo dos séculos,” explica a carta da diocese de Chur. A Igreja paroquial é um lugar sagrado, reservado ao culto divino, domus Dei, e qualquer outro evento deve ser realizado em outros locais paroquiais.

A carta especifica que a pregação cabe exclusivamente aos ministros ordenados – bispos, sacerdotes e diáconos –, que o uso do dialeto suíço-alemão está autorizado somente para as celebrações com crianças ou jovens, e que os fiéis não devem ser induzidos a erro, perturbados ou magoados por declarações contra o ensinamento da Igreja e sua hierarquia. Dom Huonder insiste também no direito dos fiéis a uma liturgia livre de abusos, que seja livre de ações arbitrárias inventadas no impulso do momento. Ele refere-se à carta pastoral publicada em 2004 — Instrução Redemptionis Sacramentum da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, que concede a todo católico o direito de chamar a atenção do bispo diocesano ou da Santa Sé para os abusos litúrgicos.

O número de sacerdotes na diocese é suficiente para garantir a celebração da Missa Dominical, e “domingos de padres”, que sejam considerados como dias de férias, não correspondem à espiritualidade sacerdotal, insiste o Bispo de Chur. Igualmente, a regra comum da Igreja pede que os ministros ordenados distribuam a Santa Comunhão e a levem aos doentes. Quanto à confissão, o sacramento exige que apenas o padre receba a acusação do penitente e lhe conceda a absolvição. A “confissão” a um leigo e sem absolvição sacerdotal não é um sacramento. Essas “maneiras de reconciliação” são corretas apenas se levarem a uma absolvição sacramental, ele recorda.

Finalmente, os fiéis devem ser encorajados a se aproximarem do sacramento da Eucaristia com grande respeito. Ou seja, o bispo Huonder exorta que todos devem estar atentos às condições necessárias para receber a comunhão: o Batismo, confissão da fé católica, o estado de graça e o jejum eucarístico por, pelo menos, uma hora de antecedência.

Em 9 de novembro, o dia seguinte à publicação da carta pastoral de Dom Huonder, Dom Josef Annen, Vigário Geral de Zurique e Glaris, e os anciãos de  Zurique, juntamente com Dom Martin Kopp, Vigário Geral da Suíça central e os anciãos da Suíça central publicaram uma carta explicando as nuances importantes para a carta pastoral do bispo.

Sem dúvida, eles explicam, se Dom Vitus Huonder fala de graves abusos no domínio da liturgia, há certamente casos especiais onde a liturgia é arbitrariamente alterada ou onde melhorias são necessárias. Nesses casos, eles especificam que a melhor solução é um encontro pessoal. Porém, esses casos isolados não devem nos fazer questionar as práticas litúrgicas atuais, que foram adquiridas pela Igreja universal desde Vaticano II e que são aprovadas pelos bispos (além de Dom Huonder, ed.). A colaboração dos leigos durante as celebrações – em comunhão com o padre – “não deve ser descontinuada, e lhes somos gratos,” afirma a carta em termos firmes.

domingo, 26 de agosto de 2012

MEDITANDO COM OS SANTOS

"Cada santa missa, quando bem se assiste a ela, com fervor e devoção, produz maravilhosos efeitos na nossa alma, proporciona abundantes graças espirituais e materiais, que nós mesmos nem podemos imaginar. Portanto, não desperdiçais dinheiro inutilmente (quando há que fazer despesas para chegar a uma igreja); fazei sacrifícios, mas não deixais de vir até aqui em cima para assistir à santa missa.
O mundo pode ficar sem o sol, mas não pode passar sem a santa missa.

São Pio de Pieltrecina


domingo, 22 de julho de 2012


"ITE MISSA EST"

E assim nos despedimos do maior milagre realizado por Nosso Senhor em Sua Santa Igreja, a renovação incruenta do seu Sacríficio na Cruz, celebrada nos santos altares Católicos, em especial, nas Capelas do Colégio Santa Teresa e do Abrigo Jesus, Maria e José no Município do Crato-CE.

Viria, então, o momento de começar a se preparar para receber a Benção do Sacerdote, ouvir o Último Evangelho e partir para casa, após as orações finais quando da Missa Rezada.

Mas, tal qual filhos pequenos que não querem separar-se dos pais, por amor ou por medo, ou ainda, como a esposa no momento de separar-se do esposo já cheia de saudades na alma, assim muitos dos que estiveram presentes a estas celebrações não se afastavam do "altar de Deus".

Pode-se dizer, sem medo de errar, que de fato Nosso Senhor atriu-nos a Si na Cruz e de tal modo tocou nossa alma, que esta já não queria se afastar, muito embora o sacerdote já tenha avisado: "Ite Missa Est!", era como se tivéssemos um misto de alegria e saudades no mais íntimo de nós.

E assim, nestes últimos dias, onde tivemos a oportunidade, a graça, e porque não dizer o milagre, de pudermos assistir a Santa Missa no Rito Romano Tradicional nestas terras do Cariri, Diocese de Crato/CE, presentes muitos jovens e muitas famílias jovens, de algum modo saimos todos mais firmes nesta que é a Única Fé Verdadeira, a Fé Católica Apóstolica Romana.

Queira o Bom Deus, por intercessão Daquela que é a Onipotência Suplicante, a Virgem Santíssima, Auxílio dos Cristãos, dignar-se unir a todos os católicos interessados da nossa Diocese, para solicitarmos a celebração da Santa Missa no Rito Tradicional, tesouro litúrgico da Santa Igreja, concedido a todos para o bem das almas pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI.
  
E que possamos, por misericórdia de Deus, ouvirmos o mais breve possível o sacerdote "in persona Christi" a dizer: "Introibo ad altare Dei"; para que respondamos com o coração e alma cheios de alegria: "Ad Deum qui laetificat juventutem meam".

EM TEMPO: Aos interessados na Santa Missa no Rito Romano Tradicional, que tenham interesse em participar de um pedido formal ao nosso Bispo Diocesano, nos termos do Motu Proprio Summorum Pontificum e da Instrução Universae Ecclesiae da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, favor entrar em contato pelo email: tradicaocariri@yahoo.com.br.

terça-feira, 17 de julho de 2012

 

Do site "A Igreja Doméstica":

Crianças na Sancta Missa

Pesquisa realizada em dezembro do ano passado, confirmou o óbvio para qualquer visitante ao Oratório em St Louis, MO aosDomingo: um grande número de crianças pequenas estão presentes quando o mistério, a solenidade e a beleza se desdobram na Missa celebrada na forma Extraordinária do Rito Romano.
Podemos indagar: como os pais destas crianças experimentam a alegria espiritual da Sagrada Liturgia e atendem as necessidades de seus filhos durante a Santa Missa. A Sra.Kellene Goff, uma amiga do Instituto  Cristo Rei e fiél do Oratório São Francisco de Sales nos informa a sua perspectiva:

PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NA LITURGIA
Por Kellene Goff

Mas Jesus disse-lhes: Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham.  ( Mat. 19:14)

É comum ouvir dizer que é muito difícil participar da missa com crianças pequenas. Segurando um bebê chorando no vestíbulo não é comumente visto como uma inspiração para devoção durante a consagração. Uma criança de dois anos caindo do genuflexório, enquanto se esforça para ver Nosso Senhor elevado na Eucaristia parece chamar a atenção de um pai e afastá-lo de suas próprias orações. Uma criança de sete anos, que deve ser frequentemente lembrada para prestar atenção e não se distrair durante a Missa, faz com que o pai se distraía.

Como os pais com filhos mais novos participam adequadamente na Missa? Eles podem participar em tudo quando constantemente são chamados à cuidar das necessidades dos seus pequeninos? Alguns pais estão tão machucados por essas demandas que são tentados a pensar que seja impossível. Talvez eles digam para si mesmos com um leve tom de auto-piedade - "Algum dia eu vou participar na missa".

Mas o que é a participação na Missa? Certamente o sacerdote oferecendo in Persona Christi o sacrifício da Missa participa mais diretamente. Mas ele faz isso não só para a glória de Deus, mas para "servir todos os membros da Igreja." Os coroinhas e membros do coro também participam na medida em que auxiliam o culto para o corpo da Igreja. Eles muitas vezes sacrificam suas orações pessoais para que possam desempenhar as funções que lhe são exigidas. Estes serviços são a sua participação e podem ser unidos ao sacrifício de Cristo. Os pais por sua vez auxiliando seus filhos, que fazem parte do Corpo de Cristo, para que participem de forma plena e consciente quanto possível no sacrifício da Missa estão particpando dando assistência à seus filhos. Nas palavras de nosso Senhor, "aquilo que você faz à um desses meus irmãos, você está fazendo à Mim."


À primeira vista, segurando um bebê chorando parece não ter nada a ver com a consagração de Nosso Senhor. Mas quando um pai sacrifíca sua devoção pessoal e a se inclina para frente e sussurra no ouvido do bebê para conter o choro há uma semelhança com a ação do altar. Quando a criança que cai durante a elevação da Eucaristia sente as mãos amorosa erguendo-o de forma mais rápida e atenta do que quando ela cai em casa, a ação reflete a santidade do momento. Quando a distração constante de uma criança mais velha é firme e consistente guiada com a mesma pose e esforço dos coroinhas se movimentando no altar, então o papel dos pais na assistência dos seus filhos durante a missa é a sua oferta de louvor ao Senhor. E quando algum dia, uma mãe se encontrar ajoelhada ao lado de seu filho, dois corações ao invéz de um,  treinando para unir as suas intenções com as de nosso Senhor, os frutos do serviço desses pais mostrarão-se nas orações de seus filhos. Que coisa gloriosa para um pai ver seu auxílio não como distrações mas como a participação direta na Missa, ajudando a revelar a missa para os menores membros do Corpo de Cristo.

domingo, 22 de abril de 2012

PARTICIPAÇÃO DOS FIÉIS NA SANTA MISSA


IMPORTÂNCIA DO CULTO INTERNO

   Já que é o ato central do culto divino, a Santa Missa deve ocupar o centro da existência de um cristão.
   O elemento essencial da participação do fiel consiste em UNIR  os próprios sentimentos de adoração, ação de graças, expiação e impetração aos que teve JESUS CRISTO ao morrer por nós, e que devem animar o sacerdote que oferece o Sacrifício da Missa. Esta união do culto interno, que se exterioriza nos atos externos, é que torna proveitosa a participação do fiel na Santa Missa. Limitar a participação do fiel a seguir os gestos e a repetir as palavras que se dizem no altar, considera Pio XII, "rito vão e formalismo sem sentido". (Mediator Dei).

   Já no Antigo Testamento, Deus rejeita os sacrifícios meramente exteriores: não só aqueles em que as vítimas, por manchadas, eram indignas do altar do Senhor, mas também aqueles em que se imolavam animais puros e luzidios. E no Novo Testamento, de modo geral, reprova o Divino Mestre aqueles que honram ao Senhor com os lábios e mantêm o coração longe d'Ele. (Cf. S. Mc. 7, 6; Isaías, 29, 13).
   Comentando as palavras de Nosso Senhor, diz Pio XII: "O Divino Mestre julga que são indignos do templo sagrado, e dele devem ser expulsos, os que presumem dar honra a Deus somente com palavras afetadas e atitudes teatrais, persuadindo-se que podem muito bem prover a sua eterna salvação, sem de seus espíritos arrancarem pela raiz os vícios inveterados".
   Os fiéis devem considerar suma honra participar no Sacrifício Eucarístico de maneira que a "união com o Sumo Sacerdote não possa ser mais íntima, conforme a palavra do Apóstolo: Tende em vós os mesmos sentimentos de Jesus Cristo. (Fil. 2, 5). Isto exige de todo cristão que reproduza em si, quanto está nas possibilidades humanas, o mesmo estado de alma que tinha o divino Redentor quando realizava o Sacrifício de Si mesmo: a humilde submissão do espírito e a adoração, honra, louvor e ação de graças à Suprema Majestade de Deus; mais, reproduza em si mesmo a condição de vítima, a abnegação segundo os preceitos do Evangelho, o voluntário e espontâneo exercício da penitência, a dor e a expiação dos próprios pecados; numa palavra: QUE TODOS ESPIRITUALMENTE MORRAMOS COM CRISTO NA CRUZ,  de modo a podermos dizer com São Paulo: "Estou pregado na Cruz com Cristo." (Gal. 2, 19).
   Sendo, pois, os sentimentos internos o elemento essencial de nossa participação ativa no Sacrifício da Missa, é lógico que toda a participação externa só é boa quando nos leva àquela participação íntima, essencial.
   Já que a finalidade do Sacrifício é externar os sentimentos internos de adoração, ação de graças, expiação e impetração de favores, qualquer maneira de participar da Santa Missa que vise a excitar estes sentimentos é boa. Eis a razão porque Pio XII não quer que sejamos exclusivistas em determinar o modo como deverão os fiéis participar do Sacrifício Eucarístico.
   "Nem todos, diz o Papa Pio XII, estão aptos a compreender como convém os ritos e cerimônias litúrgicas. O talento, a índole e a mentalidade dos homens são tão vários e dessemelhantes, que nem todos podem igualmente ser impressionados e orientados pelas orações, cânticos e funções litúrgicas feitas em comum. Além disso, as necessidades e inclinações das almas não são iguais em todos, nem se conservam as mesmas em cada qual."
Retirado do blog: http://jesusviaveritasetvita.blogspot.com.br/
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