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sábado, 1 de junho de 2013

UMA HOMENAGEM A FREI DAMIÃO DE BOZZANO, O PROFETA TRIDENTINO DO NORDESTE

Abaixo transcrevemos um trecho de um sermão proferido por Frei Damião de Bozzano na cidade de Gravatá-PE, em 1972, gravado pelo jornalista Ricardo Noblat. 

Trata-se de um sermão santo e inspirado, que transborda a integridade da Fé do grande missionário do Nordeste, bem como seu ardente zelo e amor as almas a quem sempre buscou conduzir a seu último fim, Nosso Senhor Jesus Cristo!


"É grande a alegria que experimentais ao receberdes minha visita. Eu vos asseguro que não é menor a que experimento ao chegar ao meio de vós, porque bem vejo que aqui há um povo que ama Nosso Senhor e a sua Religião. Eu não sou nobre, não sou rico, não sou político, nem sequer tenho a honra de ter nascido neste país. E, contudo, acabais de receber-me com tantas homenagens. É porque, com os olhos da Fé, reconheceis em mim um ministro de Nosso Senhor e em minha humilde pessoa quereis honrar Ele mesmo (...).

Meus irmãos, por vosso bem, para o bem de vossas famílias, para  prosperidade da pátria, conservai sempre em vós este espírito religioso que vos anima. Digo para o vosso bem e para a prosperidade da  pátria porque a religião não somente é útil para os indivíduos e para as famílias, mas também para a sociedade (...).

Neste instante, que vos diria? Vivemos neste exílio como se eterna devesse ser  a nossa morada sobre a terra. Que outra coisa faz a maior parte de nós senão o que já deplorava Sêneca dos homens de seus dias? Grande parte da vida, dizia este sábio, emprega-se em fazer o mal; outra grande parte, em fazer nada; e toda ela, em fazer aquilo que não se deveria fazer. É assim mesmo, meus irmãos! Empregamos grande parte da vida em fazer o mal, em pecados, prazeres sinistros, desonestidades. Outra grande parte, em nada fazer, em conversas inúteis, visitas supérfluas, danças, jogos, divertimentos. E os que não desperdiçam tão mal o tempo de sua vida, em que o empregam senão em cometer pecados? Todavia, não o empregam em praticar as virtudes e em adquirir méritos para o céu (...).

Tudo é feito para um fim. O sol é feito para iluminar e aquecer, a terra para se habitar, o relógio para marcar horas, uma difusora para ampliar a voz. E assim também nós fomos feitos para um fim. Qual é o nosso fim sobre a terra? É criar gado, enriquecer, satisfazer nossos caprichos? Não! O catecismo nos diz: "nós fomos criados para amar, conhecer, glorificar a Deus e assim gozar dele um dia no Santo Paraíso". Eis a ideia fixa na mente de Deus desde a eternidade" Eis o termo estabelecido para nossa vida sobre a terra! Poderia haver outro mais nobre, mais sublime? Deus, marcando-nos esse fim, igualou-nos de certa maneira aos anjos, à Virgem Santíssima e a Si mesmo (...).

Neste mundo julga-se honrado quem goza da melhor vida de príncipe e pode prestar-lhe algum serviço. Mas o que é ter relação, mesmo a mais íntima, com o maior personagem deste mundo em comparação daquela relação que é nosso último fim e que devemos ter com Deus nesta vida e na outra vida?(...).

Ouvi o que se conta de Isabel, rainha da Inglaterra e famosa por sua impiedade e vida mundana: ela tinha dito: dê-me o Senhor quarenta anos de reinado e eu já sei o que fazer desse paraíso! Pois bem, Deus concedeu àquela infeliz mais do que pedia, deixando-a reinar por 44 anos, sempre temida e honrada por todos. Mas, depois da sua morte, foi vista  sua sombra funesta sobre as margens do ria Tâmisa. E foi erguido este triste lamento: "-Quarenta anos de reinado e uma eternidade no inferno!" - dando, desta maneira, testemunho Jesus Cristo que dissera: "-De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro e depois se perder?" (...).

É assim mesmo, meus irmãos, se não conseguirmos o nosso último fim, se não salvarmos a nossa alma, só podemos esperar que Deus, com a força da sua onipotência, nos reduza  nada. E ninguém diga amanhã, porque o amanhã não existe, e de um momento para outro nos pode alcançar a noite, aquela noite em que ninguém pode mais esperar, noite de espera e de desejos e de muitos arrependimentos. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!"  Frei Damião de Bozzano - Sermão de Gravatá, 1972.

Que a Virgem Santíssima nos ajude a guardar a Fé Católica, tão cara  este seu piedoso filho, Frei Damião de Bozzano!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Frei Damião "Em Defesa da Fé" - O Santo Sacrifício da Missa

 "Mas a Santa Missa não é um sacrifício diferente do sacrifício da Cruz; é o próprio sacrifício da Cruz; nem se oferece para completar os méritos da Redenção, e sim para nos serem aplicados estes méritos.
(...) Os mais antigos doutores da Igreja falam do santo sacrifício da Missa.
Sto. Irineu (202 d.C.) diz: " O sacrifício da nova Aliança é a Ceia; Jesus Cristo intitui-a não só como sacramento, mas também como sacrifício. A Igreja oferece estes sacrifício em todo o Universo.
S. Cipriano, Bispo de Cartago  (258 d.C.) escreve: "Os Padres da Igreja oferecem o sacrifício exatamente como Cristo ofereceu" e acrescenta: "Nós oferecemos todos os dias, nas épocas de operseguição e nas de paz, o sacrifício pelo qual preparamos os fiéis a imolarem-se como vítimas pelo martírio".
"O único sacrifício - diz S. Leão I - do Corpo e do Sangue de Cristo substitue todos os sacrifício".
Todos os afrescos das catacumbas  provam estes sacrifício, assim como as mais antigas liturgias, isto é, os livros que encerram as orações usadas neste sacrifício e as cerimônias que se deviam observar para oferecer.
Estes testemunhos e muitos outros que poderia alegar, penso que sejam suficientes para nos convencermos de que a cristandade sempre acreditou na missa como sacrifício.
Quem primeiro negou esta verdade foi Lutero e ele mesmo diz que foi o diabo que o impeliu a fazê-lo.
Que pena, pois, é abandonar a doutrina da Igreja, para abraçar uma doutrina sugerida pelo demônio!
Leito amigo, jamais cometa semelhante estultície." 
Frei Damião de Bozzano - Em Defesa da Fé, 1953.  
 
Pena que pouco se escute palavras tão claras nas homílias de hoje em dia que se ouvem por aí, nem mesmo na casa do Seráfico São Francisco, do Martelo dos Hereges Santo Antônio, do Místico Padre Pio, do Glorioso São Félix, do Preciso São Leonardo de Porto-Maurício e do Tridentino Frei Damião de Bozzano!
 
Que a Virgem Santíssima nos ajude atravessar estes nossos tristes tempos e abençoe todos os sacerdotes para que sigam o exemplo de fidelidade e amor a Igreja e às almas de homens como Frei Damião!
 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Frei Damião "Em Defesa da Fé"!
"Os anabatistas de Munster, e depois deles muitos outros, das palavras do Senhor: "Crescei e multiplicai-vos" tiraram como conclusão necessária a legitimidade da poligamia. Foi baseado, não sei em que passagem do Evangelho, que Lutero permitiu Felipe de Hessen ter duas mulheres ao mesmo tempo. João de Leyde descobriu, lendo a Bíblia, que devia desposar onze mulheres ao mesmo tempo. Hermann ali descobriu que ele era o Messias enviado por Deus. Nicolau, que tudo o que tem relação com a fé é desnecessário, e que se deve viver em pecado a fim de que a graça superabunde; Sympson, que se deve andar nu pelas ruas para convencer aos ricos que devem ser despojados de tudo.

E para dizermos tudo numa palavra, não há crime e abominação que não tenha encontrado sua pretendida justificação em qualquer texto da Bíblia interpretada pelo espírito privado, fora da autoridade tutelar da Igreja Católica.

Façamos aqui ponto e seja esta a nossa conclusão: A única regra de fé não é a  Bíblia, interpretada como cada qual entender. A única regra de Fé é o Magistério da Igreja; e as fontes , onde ela vai haurir os ensinamentos de Jesus, são a Bíblia e a Tradição.
Felizes os que seguem esta Doutrina." 

Frei Damião de Bozzano - Livro: Em Defesa da Fé