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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Algumas palavras do Doutor Angélico sobre a possibilidade de um inferior resistir ao superior - ainda a questão das CEB´s

Levando em consideração a proposta que apontamos no último post do blog, qual seja, a de lutarmos para desmascarar a heterodoxia das CEB´s e da herética "teologia" da libertação por trás dela, com a finalidade de contribuir na luta contra os escândalos e ofensas a Nosso Senhor e a Santa Igreja que se avizinham no 13º Intereclesial de Bases que, infelizmente, deve acontecer em nossa querida Diocese de Crato-CE em pleno centenário, resolvemos nos adiantar a possíveis critícas quanto ao dever de obediência que pode nos ser exigido.

Antes de mais nada é preciso dizer com São Pedro que é necessário obedecer antes a Deus que aos homens, bem como aproveitamos para citar de memória uma passagem do livro "Em Defesa da Fé" do grande missionário tridentino do Nordeste, Frei Damião de Bozzano, lá o frade capuchinho deixa claro, comentando a passagem da Escritura Sagrada em que São Paulo resiste a São Pedro diante do escândalo com os judeus, que às vezes, por motivo grave, é lícito o inferior resistir ao superior.

São Tomás de Aquino
Não é outro o parecer do maior Doutor e Teólogo da Santa Igreja, o inigualável São Tomás de Aquino, o que vem a reforçar a catolicidade do lema deste blog extraído do Comonitório de São Vicente de Lérins - "Quod Ubique, Quod Semper, Quod ab Omnibus", mostrando a plena concordância de Tomás e Frei Damião, senão vejamos:

"Resistir na cara e em público ultrapassa a medida da correção fraterna. São Paulo não o teria feito em relação a São Pedro se não fosse de algum modo o seu igual (...). No entanto, é preciso saber que, caso se tratasse de um perigo para a Fé, os superiores deveriam ser repreendidos pelos inferiores, mesmo publicamente. Isso ressalta da maneira e da razão de agir de São Paulo em relação a São Pedro, de quem era súdito, de tal forma, diz a glosa de Santo Agostinho, que 'o próprio Chefe da Igreja mostrou aos superiores que, se por acaso lhes acontecesse abandonarem o reto caminho, aceitassem ser corrigidos pelos seus inferiores" (S. Tomás., Sum. Theol. IIa-IIae, q. 33, art. 4, ad 2m).

Por fim, gostaríamos de esclarecer que escreveremos contra este nefasto evento das CEB´s, não por espírito de mera desobediência ou no intuito de caluniar ou ridicularizar quem quer que seja, muito menos nossos legítimos pastores, mas unicamente por enterdermos que não nos é lícito calar diante dos escândalos das CEB´s e sua diabólica "teologia" da libertação.

Denunciaremos este evento anti-católico com o único fim de tentar dar nossa parcela de contribuição na defesa da Verdade Católica em nossa região.

E é com dor no coração que nos levantaremos para dizer não ao mal quando ele vem de quem devia estar do nosso lado, mas ofereceremos esta dor e as possíveis perseguições que nos venham ao Imaculado Coração de Maria, pra que Ela possa nos ajudar a vencer esta batalha, que não será ganha com a destruição dos nossos inimigos, mas com sua conversão a causa de Cristo!

Viva Cristo Rei! Viva o Imaculado Coração da Virgem Santíssima!

Em tempo: A revista "Isto É" trouxe na edição desta semana uma entrevista escandalosa, pra dizer o mínimo, com um dos "mentores" da "teologia" da libertação no Brasil e, portanto das CEB´s, trata-se de Frei Betto, que defende barbaridades e confessa que os Bispos por aqui fazem vista grossa para os que desobedecemo que ensina e manda o Sagrado Magistério da Igreja (Será que a CNBB vai dizer alguma coisa ou vai ficar por isto mesmo?!), em breve escreveremos algo sobre esta entrevista do Frei Betto no intuito de irmos desmascarando os que estão por trás desta herética "teologia" da libertação.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Doutor Angélico


"A caridade não significa somente amor a Deus, mas também certa amizade com ele. Essa amizade acrescenta ao amor a reciprocidade no amor, uma comunhão mútua, como explica o livro VIII da Ética. E que isso pertença à caridade consta claramente na primeira carta de João (4, 16): “Quem permanece na caridade permanece em Deus e Deus permanece nele”, e na primeira carta aos Coríntios (1, 9): “Fiel é o Deus que vos chamou à comunhão com seu Filho”. Ora, essa comunhão do homem com Deus, que consiste no trato familiar com ele, começa aqui na vida presente pela graça, mas se consumará na futura pela glória, e essas duas realidades, nós as obtemos pela fé e pela esperança. Portanto, assim como não se pode ter amizade com alguém se não se confia nem se espera poder manter alguma comunidade de vida ou familiaridade com ele, assim também não se pode ter amizade com Deus, que é a caridade, se não se tem a fé que faz crescer nessa comunhão e trato familiar e se não se espera pertencer a essa sociedade. E assim a caridade não pode existir de forma alguma sem a fé e a esperança."
Suma Teológica I-II, q.65, a.5

 "A todos quantos agora sentem sede da verdade, dizemos-lhes: ide a Tomás de Aquino" 
Pio XI, Studiorum Ducem

quarta-feira, 6 de junho de 2012

SÃO TOMÁS DE AQUINO 
E O BELÍSSIMO ADORO TE DEVOTE


 
 
Adoro-Vos devotamente, ó Divindade escondida,
Que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências,
A Vós, o meu coração submete-se todo por inteiro,
Porque, contemplando-Vos, tudo desfalece.

A vista, o tacto, o gosto falham em relação a Vós
Mas, somente em ouvir-Vos em tudo creio.
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,
Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.

Na cruz, estava oculta somente a Vossa Divindade,
Mas aqui, oculta-se também a Vossa Humanidade.
Eu, contudo, crendo e professando ambas,
Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.

Não vejo, como Tomé, as Vossas chagas
Entretanto, confesso-Vos meu Senhor e meu Deus
Fazei que eu sempre creia mais em Vós,
Em vós esperar e Vos amar.

Ó memorial da morte do Senhor,
Pão vivo que dá vida aos homens,
Fazei que a minha alma viva de Vós,
E que a ela seja sempre doce este saber.

Senhor Jesus, bondoso pelicano,
Lavai-me, eu que sou imundo, em Vosso sangue
Pois que uma única gota faz salvar
Todo o mundo e apagar todo pecado.

Ó Jesus, que velado agora vejo
Peço que se realize aquilo que tanto desejo
Que eu veja claramente a Vossa face revelada
Que seja feliz contemplando a Vossa glória.
Amén.

(São Tomás de Aquino)

quinta-feira, 26 de abril de 2012

DOUTOR ANGÉLICO

"Fazer penitência é doer-se de algo cometido anteriormente. Já se viu também que a dor ou a tristeza pode ser considerada de duas maneiras. 

1ª. Enquanto é uma paixão do apetite sensitivo. E sob este aspecto, a penitência não é uma virtude, mas uma paixão. 

2ª. Enquanto é um ato da vontade. Nesse caso, ela implica certa escolha. E se esta é feita de maneira reta, pressupõe que seja um ato de virtude. 

Diz Aristóteles que a virtude é “um hábito de escolher conforme a reta razão”. Pertence, porém, à reta razão que alguém se doa daquilo de que se deve doer. E isso acontece na penitência, de que agora se trata. Pois, o penitente assume uma dor moderada dos pecados passados, com a intenção de afastá-los. Daí se segue que é claro ser a penitência, de que agora falamos, uma virtude ou ato de virtude." São Tomás de Aquino


 "A todos quantos agora sentem sede da verdade, dizemos-lhes: ide a Tomás de Aquino
Pio XI, Studiorum Ducem

domingo, 15 de abril de 2012

DOUTOR ANGÉLICO

"Alguns há que acreditam que Deus governa e ordena as coisas naturais, mas não acreditam que Deus atinja, pela sua Providência, os atos humanos. Evidentemente pensam que os atos humanos não são ordenados por Deus, porque vêem no mundo os bons sofrerem e os maus prosperarem, concluem que a Providência Divina não atinge os homens. Afirmar tal coisa, é grande insensatez. Acontece com os que assim pensam, o que acontece àqueles que vendo o médico bom conhecedor da medicina dar a um doente água e a outro vinho, julgassem, no seu desconhecimento da medicina, que o médico estava curando por acaso, e não, por motivo ponderado. Deus também age como médico. Por motivo justo e pela sua Providência dispõe Ele as coisas necessárias para os homens, quando aflige alguns bons e permite que alguns maus prosperem. Quem acreditasse que isso fosse obra do acaso, evidentemente deveria ser um insensato, como de fato o é. Assim pensa, porque desconhece a maneira de Deus agir, e a razão pela qual dispõe as coisas." São Tomás de Aquino