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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

“Se eu não fosse Católico…”


Dom Fulton Sheen
Arcebispo Fulton Sheen

Se eu não fosse Católico e estivesse procurando a verdadeira Igreja no mundo de hoje, eu iria em busca da única Igreja que não se dá muito bem com o mundo. Em outras palavras, eu procuraria uma Igreja que o mundo odiasse. Minha razão para fazer isso seria que, se Cristo ainda está presente em qualquer uma das igrejas do mundo de hoje, Ele ainda deve ser odiado como o era quando estava na terra, vivendo na carne.

Se você tiver que encontrar Cristo hoje, então procure uma Igreja que não se dá bem com o mundo. Procure por uma Igreja que é odiada pelo mundo como Cristo foi odiado pelo mundo. Procure pela Igreja que é acusada de estar desatualizada com os tempos modernos, como Nosso Senhor foi acusado de ser ignorante e nunca ter aprendido. Procure pela Igreja que os homens de hoje zombam e acusam de ser socialmente inferior, assim como zombaram de Nosso Senhor porque Ele veio de Nazaré. Procure pela Igreja, que é acusada de estar com o diabo, assim como Nosso Senhor foi acusado de estar possuído por Belzebu, príncipe dos demônios .

Procure a Igreja que em tempos de intolerância (contra a sã doutrina,) os homens dizem que deve ser destruída em nome de Deus, do mesmo modo que os que crucificaram Cristo julgavam estar prestando serviço a Deus.

Procure a Igreja que o mundo rejeita porque ela se proclama infalível, pois foi pela mesma razão que Pilatos rejeitou Cristo: por Ele ter se proclamado a si mesmo A VERDADE. Procure a Igreja que é rejeitada pelo mundo assim como Nosso Senhor foi rejeitado pelos homens. Procure a Igreja que em meio às confusões de opiniões conflitantes, seus membros a amam do mesmo modo como amam a Cristo e respeitem a sua voz como a voz do seu Fundador.

E então você começará a suspeitar que se essa Igreja é impopular com o espírito do mundo é porque ela não pertence a esse mundo e uma vez que pertence a outro mundo, ela será infinitamente amada e infinitamente odiada como foi o próprio Cristo. Pois só aquilo que é de origem divina pode ser infinitamente odiado e infinitamente amado. Portanto, essa Igreja é divina .”

Arcebispo Fulton J. Sheen, Radio Replies, Vol. 1, p IX, Rumble & Carty, Tan Publishing -Tradução: Gercione Lima - Retirado do site Fratres in Unum

COMENTÁRIO DO BLOG: Sábias palavras do Arcebispo Fulton Sheen, a grande pergunta que fica é como muitos católicos, mesmo sacerdotes e prelados, não conseguem perceber isto? Como ainda insistem numa amizade infernal entre a Igreja de Cristo e o Mundo?

Que a Virgem Santíssima nos ajude! Que Ela nos alcance de Seu Divino Filho a graça de amarmos a Santa Igreja Católica e de lutarmos, militarmos, em defesa dos direitos da Única Igreja de Cristo!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Do site Fratres in Unum.Com, tradução de um belo texto do Padre Michael Rodriguez o qual assinamos embaixo para justificar porque preferimos o Rito Tradicional!

Por que a Missa Tradicional?

Um check-list de 12 itens

Por Padre Michael Rodriguez * | Tradução: T.M. Freixinho, Fratres in Unum.com - (1) A venerável e imemorial Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, é teocêntrica – centrada e direcionada a Deus Todo-Poderoso. Ela dá glória constante ao Deus Trino: um sacrifício de adoração, ação de graças, propiciação e impetração, direcionado a Deus, tanto teológica quanto ritualmente.

(2) A venerável Missa Romana (Missa Tradicional) é a “Missa de Sempre”; é a Missa que sempre foi oferecida pela Igreja una, santa e católica. Assim, ela é a verdadeira e autêntica Missa Católica. Ela é a Missa que foi transmitida pela tradição de Roma, a cidade consagrada pelo sangue de dois príncipes, os santos apóstolos São Pedro e São Paulo. Ela é a obra prima de dois mil anos da Tradição, vida e culto católicos.


A única missa celebrada por Pe. Pio.
A única missa rezada pelo Padre Pio

(3) Através da Missa Tradicional podemos ser supremamente fiéis a nossa religião católica, isto é, fiéis (exatamente à mesma) lei da fé (lex credendi) e (exatamente à mesma) lei da oração (lex orandi) que foram professadas por todos os nossos ancestrais na Fé, remontando aos próprios Apóstolos.

(4) A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes, professa, manifesta e honra o inefável Mistério que acontece: Jesus Cristo, o único Sumo Sacerdote, oferece a Sua vida, através do ministério de Seus sacerdotes, de maneira incruenta. Nosso Redentor volta a morrer por nós de maneira mística.

(5) A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, professa, manifesta, reverencia e adora o inefável Mistério que acontece: o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, junto com a Sua alma e Divindade, se tornam realmente presentes através do Milagre da Transubstanciação no momento da Consagração.

(6) É Dogma da Fé Católica que o culto de Adoração (latria) deve ser dado a Cristo presente na Eucaristia. A venerável Missa Romana, incluindo seus ricos detalhes rituais, realiza esse culto de maneira perfeita.

(7) A venerável Missa Romana realça o fato de que a Santa Missa é o próprio sacrifício de Cristo, santo, perfeito e completo em cada aspecto, através do qual cada fiel honra a Deus de maneira nobre, confessando ao mesmo tempo o seu próprio nada e o supremo domínio que Deus tem sobre ele.

(8) A venerável Missa Romana é imutável. Ela se caracteriza por uma santa permanência e estabilidade. Ela é extremamente importante, porque reflete a lex credendi (a Fé), que não muda. Deus é imutável, as santas verdades da Fé Católica são imutáveis, a Sagrada Escritura é imutável. . . A Santa Missa é imutável.

(9) A Missa Romana clássica é universal. Ela nos une não somente a todos os católicos do mundo (espaço), mas também a todos os nossos ancestrais católicos ao longo dos séculos (tempo), especialmente, às multidões de santos, cujas almas foram nutridas e fortalecidas pela mesma Liturgia celeste.

(10) O nosso Rito Antigo expressa a Fé Católica Romana de maneira clara e completa, com beleza sublime e nobre precisão, como, por exemplo, os mistérios da Santíssima Trindade e da Encarnação, a santidade e grandeza de Deus Todo-Poderoso, o mistério da graça e a realidade do pecado, a veneração da Santíssima Virgem Maria, os anjos e os santos, a Missa como o Sacrifício de Cristo oferecido ao Pai Eterno para a nossa salvação, o sacerdócio como uma perpetuação do próprio Sacerdócio de Cristo, a natureza hierárquica da Igreja, morte, juízo, céu e inferno.

(11) A venerável Missa Romana professa, manifesta e exalta os seguintes efeitos do Santo Sacrifício da Missa: a Santíssima Trindade é adorada, honrada e glorificada, Jesus Cristo renova [misticamente] a Sua Morte na Cruz, Jesus Cristo intercede pela Igreja, a Virgem Maria e os santos são honrados, a Igreja é auxiliada na batalha contra o demônio e em seu esforço para alcançar o céu, as santas almas são libertadas do purgatório.

(12) As orações da Missa Tradicional expressam, transmitem e exaltam a doutrina católica, como, por exemplo, o ensinamento católico sobre o inferno, o juízo divino, a ira de Deus, a punição pelo pecado, a maldade do pecado como o mal maior, o desapego do mundo, o purgatório, as almas dos falecidos, o reinado de Cristo na terra, a Igreja Militante, o triunfo da Fé Católica, os males da heresia, cisma e erro, a conversão de não católicos, os méritos dos santos e os milagres.

Padre Michael Rodriguez é sacerdote da diocese de El Paso, Estados Unidos. Nosso blog já teve a honra de entrevistá-lo por duas vezes [aqui e aqui], além de publicar diversos artigos de sua autoria.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O SAGRADO MAGISTÉRIO ENSINA OU O MODERNISMO, TERRÍVEL HERESIA, EXPLICA EM GRANDE PARTE ESTA CRISE DE FÉ MEDONHA QUE OS CATÓLICOS AGORA ATRAVESSAM! 

Caros leitores do blog Tradição Cariri, com esta postagem pretendemos começar a trazer para o blog o ensinamento deste que foi, indubitavelmente, o maior Papa dos últimos quatro séculos da história da Igreja Católica, São Pio X!

São Pio X, martelo da heresia Modernista!

Especialmente o ensinamento e a condenação deste grande santo no que diz respeito a heresia Modernista que vem assolando a Igreja Católica, particularmente o clero católico, mesmo em sua alta hierarquia, o que acaba por ferir as ovelhas - já que atingido o pastor disperso será o rebanho.

Afinal de contas, quantos de nós já não ouviu ou viu em imagens, até mesmo Cardeais da Santa Igreja a expressarem em palavras ou atos ideias que até o mais simples dos católicos acabava com a "pulga atrás da orelha"?! Quantos padres, bispos a elogiarem por aí ou mesmo a confraternizarem com a Maçonaria? Quantos no clero católico hoje, especialmente na América Latina, não são, no mínimo, filocomunistas?! E isto pra ficar em poucos exemplos.

Não por acaso, meus caros, vivemos hoje em um mundo apóstata, que há muito renegou Jesus Cristo e seu jugo suave para um segundo plano, para a periferia de nossas vidas, preferindo servir as suas próprias depravações estimuladas e aplaudidas pelos três inimigos mortais de uma alma desejosa de santificar-se: a Carne, o Mundo e o Demônio.

Até aqui pouca novidade, o que muitos católicos não sabem é que muitos dos erros que aí estão são fruto desta pestilenta heresia Modernista, que foi condenada e dissecada qual um legista a um cadáver, por São Pio X em sua Encílica Pascendi Dominici Gregis. Ler este grande documento do Magistério da Igreja é como ver cair um castelo de cartas diante dos nossos olhos e passar a enxergar melhor o estado atual da crise que a Igreja Católica hoje atravessa.

Vamos então trazer aos nossos leitores aos poucos trechos desta grande encíclica e, na medida limitadíssima de nossas forças, tentaremos ir tecendo comentários que facilitem ao leitor penetrar no cerne do problema. Recomendamos, contudo, a leitura da íntegra desta Encíclica o que fará muito bem a qualquer católico sincero em seu amor a Igreja e a Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Eis o grande São Pio X, martelo dos hereges modernistas, na introdução da Pascendi:

"A missão, que nos foi divinamente confiada, de apascentar o rebanho do Senhor, entre os principais deveres impostos por Cristo, conta o de guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganadora. E, na verdade, esta providência do Supremo Pastor foi em todo o tempo necessária à Igreja Católica; porquanto, devido ao inimigo do gênero humano nunca faltaram homens de perverso dizer (At 20,30), vaníloquos e sedutores (Tit 1,10), que caídos eles em erro arrastam os mais ao erro (2 Tim 3,13). Contudo, há mister confessar que nestes últimos tempos cresceu sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos."

(Aqui já percebemos o zelo apóstolico de São Pio X com o rebanho que lhe foi confiado, bem como o dever que há para o Pastor de "guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos santos, repudiando as profanas novidades de palavras", e volta a questão da necessidade vital para cada católico, e para os membros do clero em particular, de guardar a Fé conforme foi recebida sem nada dela retirar ou acrescentar.

São Vicente de Lérins, em seu importantíssimo livro "Comonitório - Regras para conhecer a Fé Verdadeira" de onde tiramos o lema deste blog, bem o dizia: recebeste ouro? devolve pois ouro! Não admitirei cobre em lugar de ouro! - citação de memória.)


Sagrada Liturgia transformada pelos modernistas
em algo como um circo dos horrores

 "E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do êrro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.

Aludimos, Veneráveis Irmãos, a muitos membros do laicato católico e também, coisa ainda mais para lastimar, a não poucos do clero que, fingindo amor à Igreja e sem nenhum sólido conhecimento de filosofia e teologia, mas, embebidos antes das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, vangloriam-se, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras se atiram sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a mesma pessoa do divino Redentor que, com audácia sacrílega, rebaixam à craveira de um puro e simples homem."

(Aqui a constatação terrível de São Pio X de que os piores inimigos estão na verdade nas fileiras católicas, e como este exército cresceu desde aquele santo pontificado até nossos dias!

Já não se trata de um inimigo externo que, ao menos, teria a lealdade de lutar às claras, mas, no mais das vezes, são lobos que se passam por católicos ludibriando e seduzindo muitas almas para esta cloaca de heresias que é o Modernismo!

Infelizmente quantos entre os próprios pastores da Igreja?! Doloroso para um católico enxergar esta realidade, mas necessário, é como um remédio amargo que nos é dado pelo médico cujo fim último é a cura de males terríveis, eis a graça que Nosso Senhor nos dá por meio deste Santo Papa!)

Leonardo Boff, mentor da TL comunista


"Pasmem, embora homens de tal casta, que Nós os ponhamos no número dos inimigos da Igreja; não poderá porém, pasmar com razão quem quer que, postas de lado as intenções de que só Deus é juiz, se aplique a examinar as doutrinas e o modo de falar e de agir de que lançam eles mão. Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado."

(Notem bem, caros leitores, é São Pio X pela voz do Sagrado Magistério que avisa ser os modernistas "os mais perigosos inimigos da Igreja" e já não de fora, mas desde dentro meneiam o machado sobre as raízes da Fé!

É pois de se admirar termos tido notícias de que em um encontro preparatório para o terrível, e no entanto festejado, 13º Intereclesial de Ceb´s que ocorrerá em nossa Diocese de Crato-CE um dos participantes, ex-padre casado ter emitido falas contrárias ao Dogma da Presença Real de Nosso Senhor Jesus Cristo na Santíssima Eucaristia?!

Não, meus caros, já não nos admiramos mais, vez que temos convicção de que o veneno modernista já há muitos contaminou, infelizmente!)

Hans Küng, um dos grandes "teólogos" hereges
modernistas destes nossos tenebrosos tempos
"Batida pois esta raiz da imortalidade, continuam a derramar o vírus por toda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar. E ainda vão mais longe; pois pondo em obra o sem número de seus maléficos ardis, não há quem os vença em manhas e astúcias: porquanto, fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, e isto com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto; e sendo ousados como os que mais o são, não há conseqüências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos. Acrescente-se-lhes ainda, coisa aptíssima para enganar o ânimo alheio, uma

operosidade incansável, uma assídua e vigorosa aplicação a todo o ramo de estudos e, o mais das vezes, a fama de uma vida austera. Finalmente, e é isto o que faz desvanecer toda esperança de cura, pelas suas mesmas doutrinas são formadas numa escola de desprezo a toda autoridade e a todo freio; e, confiados em uma consciência falsa, persuadem-se de que é amor de verdade o que não passa de soberba e obstinação. Na verdade, por algum tempo esperamos reconduzi-los a melhores sentimentos e, para este fim, a princípio os tratamos com brandura, em seguida com severidade e, finalmente, bem a contragosto, servimo-nos de penas públicas.


Ao que parece padre em "dança" de Entrada na
Sagrada Liturgia com acompanhamento de
safona, não sabemos se atrás vem o triângulo e a zabumba 

Mas vós bem sabeis, Veneráveis Irmãos, como tudo foi debalde; pareceram por momento curvar a fronte, para depois reerguê-la com maior altivez. Poderíamos talvez ainda deixar isto desapercebido se tratasse somente deles; trata-se porém das garantias do nome católico. Há, pois, mister quebrar o silêncio, que ora seria culpável, para tornar bem conhecidas à Igreja esses homens tão mal disfarçados.

E visto que os modernistas (tal é o nome com que vulgarmente e com razão são chamados) com astuciosíssimo engano costumam apresentar suas doutrinas não coordenadas e juntas como um todo, mas dispersas e como separadas umas das outras, afim de serem tidos por duvidosos e incertos, ao passo que de fato estão firmes e constantes, convém, Veneráveis Irmãos, primeiro exibirmos aqui as mesmas doutrinas em um só quadro, e mostrar-lhes o nexo com que formam entre si um só corpo, para depois indagarmos as causas dos erros e prescrevermos os remédios para debelar-lhes os efeitos perniciosos." Encíclica Pascendi Dominici Gregis sobre o Modernismo de São Pio X.

(Portanto, é perceptível já nas primeiras linhas desta grande Encíclica quão grave são as armadilhas e erros do Modernismo, infelizmente constatável em praticamente toda a Igreja!

Não estamos aqui a julgar nenhuma intenção, muitos membros do clero acreditamos se envolveram com o modernismo porque foi o que lhes foi ministrado nos seminários, mas ao conhecer estas graves denúncias de São Pio X, o católico honesto e sério poderia continuar tranquilamente a repetir estes erros sem grave crise de consciência? Acreditamos que não!

Por isto, tentaremos empreender esta missão de divulgar a Pascendi Dominici Gregis de São Pio X em nossas próximas postagens dO Sagrado Magistério Ensina para, quiçá, colaborarmos com esta que deve ser a missão dos pastores da Igreja, qual seja, "guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganadora"). 

São Pio X, rogai por nós!
Viva Cristo Rei!
Salve o Imaculado Coração de Maria, nossa consolação!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O QUE É A TRADIÇÃO CATÓLICA? Trechos da Carta Aberta aos Católicos Perplexos de Mons. Marcel Lefebvre

"De início eu diria ao meu escandalizado leitor que é fácil julgar-se mais católico, mais virtuoso do que Dom Lefebvre, mas que não é tão fácil sê-lo efetivamente."  Gustavo Corção

Monsenhor Marcel Lefebvre
"Mas o que é a Tradição? Parece-me que, com freqüência, a palavra é imperfeitamente compreendida: comparam-na às tradições como existem nas profissões, nas famílias, na vida civil: o buquê fixado sobre a cumieira da casa quando se coloca a última telha, o cordão que se corta para inaugurar um monumento, etc. Não é disto que eu falo; a tradição, não são os costumes legados pelo passado e conservados por fidelidade a este, mesmo na ausência de razões claras. A tradição se define como o depósito da fé transmitido pelo magistério de século em século. Este depósito é aquele que nos deu a Revelação, isto é, a palavra de Deus confiada aos Apóstolos e cuja transmissão é assegurada por seus sucessores.

Ora atualmente, se quer pôr todo o mundo em pesquisa “como se o Credo não nos tivesse sido dado, como se Nosso Senhor não tivesse vindo trazer a Verdade, uma vez por todas. Que se pretende encontrar com toda esta pesquisa? Os católicos a quem se quer impor ”reconsiderações”, após se lhes ter feito “esvaziar suas certezas”, devem lembrar-se do seguinte: o depósito da Revelação terminou no dia da morte do último Apóstolo. Acabou, não se pode mais nele tocar até a consumação dos séculos. A Revelação é irreformável. O Concílio I do Vaticano relembrou-o explicitamente: “a doutrina de fé que Deus revelou não foi proposta às inteligências como uma invenção filosófica que elas tivessem que aperfeiçoar, mas foi confiada como um depósito divino à Esposa de Jesus Cristo (Igreja) para ser por Ela fielmente conservada e infalivelmente interpretada.

Mas, dir-se-á, o dogma que fez Maria a mãe de Deus não remonta senão ao ano de 431, o da transubstanciação a 1215, a infalibilidade pontifícia a 1870 e assim por diante. Não houve aí uma evolução? De modo nenhum. Os dogmas definidos no curso das idades estavam contidos na Revelação, a Igreja simplesmente os explicitou. Quando o papa Pio XII definiu, em 1950, o dogma da Assunção, ele disse precisamente que esta verdade da translação ao céu da Virgem Maria com seu corpo se encontrava no depósito da Revelação, que ela existia já nos textos que nos foram revelados antes da morte do último Apóstolo. Não se pode trazer nada de novo neste domínio, não se pode acrescentar um só dogma, mas exprimir os que existem duma maneira sempre mais clara, mais bela e mais grandiosa.

Isto é tão certo que constitui a regra a seguir para julgar os erros que se nos propõem quotidianamente e para rejeitá-los sem nenhuma concessão. Bossuet o escreveu com energia: “Quando se trata de explicar os princípios da moral cristã e os dogmas essenciais da Igreja, tudo o que não aparece na tradição de todos os séculos e especialmente na Antigüidade, é por isso mesmo não somente suspeito mas mau e condenável; e é o principal fundamento sobre o qual todos os santos Padres (da Igreja) e os papas mais que os outros, condenaram falsas doutrinas, não havendo nada de mais odioso à Igreja romana que as novidades.

O argumento que se faz valer aos fiéis aterrorizados é este: “Vós vos agarrais ao passado, sois passadistas, vivei com vosso tempo!” Alguns desconcertados, não sabem o que responder; ora, a réplica é fácil; aqui não há nem passado nem presente, nem futuro, a Verdade é de todos os tempos, ela é eterna." Monsenhor Marcel Lefebvre - Carta Aberta aos Católicos Perplexos

sábado, 28 de setembro de 2013

O SACRIFÍCIO DA SANTA MISSA É O MESMO SACRIFÍCIO DA CRUZ



Um dos propósitos do Jornal “Versus Deum” e do Blog Tradição Cariri é trazer para os seus leitores textos dos Santos e Doutores da Igreja que são, em nossos dias, muitas vezes negligenciados, quando não deliberadamente escondidos e esquecidos por aqueles que deveriam conduzir o povo de Deus ao perfeito conhecimento da Fé Católica. 

Por isto, transcrevemos a seguir as belas palavras de SÃO LEONARDO DE PORTO MAURÍCIO, sobre o principal aspecto que envolve o mistério da Santa Missa, seja no Rito Antigo – Tridentino defendido pelos que fazem o “Versus Deum”, seja na Liturgia Reformada de Paulo VI, que é a relação estreita, mística e profunda que há entre o Sacrifício da Missa e o Sacrifício da Cruz de Cristo no Calvário, que são na realidade o Único e Mesmo Sacrifício como bem ensina a Regra de Fé Católica.



Seguem as palavras deste grande santo:

  
A principal excelência do santo Sacrifício da Missa consiste em que se deve considerá-lo como essencialmente o mesmo oferecido no Calvário sobre a Cruz, com esta única diferença: que o sacrifício da Cruz foi sangrento e só se realizou uma vez e que nessa única oblação JESUS CRISTO satisfez plenamente por todos os pecados do Mundo; enquanto que o sacrifício do altar é um sacrifício incruento, que se pode renovar uma infinidade de vezes, e que foi instituído pra nos aplicar especialmente esta expiação universal que JESUS por nós cumpriu no Calvário.


Assim o SACRIFÍCIO CRUENTO foi o MEIO de nossa REDENÇÃO, e O SACRIFÍCIO INCRUENTO nos proporciona as GRAÇAS da nossa REDENÇÃO.


Um abre-nos os tesouros dos méritos de CRISTO Nosso Senhor, o outro no-los dá para os utilizarmos.


Notai, portanto que na Missa não se faz apenas uma representação, uma simples memória da Paixão e Morte do Nosso Salvador; mas num sentido realíssimo, o mesmo que se realizou outrora no Calvário aqui se realiza novamente: tanto que se pode dizer, a rigor, que em cada Santa Missa nosso Redentor morre por nós misticamente, sem morrer na realidade, estando ao mesmo tempo vivo e como imolado: Vidi agunum stantem tanquan accisum (Apoc 5, 6).


No santo dia de Natal, a Igreja nos lembra o nascimento do Salvador, mas não é verdade que Ele nasça, ainda, nesse dia.


Nos dias da Ascensão e Pentecostes, comemoramos a subida do Senhor JESUS ao Céu e a vinda do ESPÍRITO SANTO, sem que, de modo algum nesses dias o Senhor suba ainda ao Céu, ou ao ESPÍRITO  SANTO desça visivelmente à Terra.


A mesma coisa, porém, não se pode dizer do mistério da Santa Missa, pois aí não é uma simples representação que se faz, mas, sim, o mesmo sacrifício oferecido sobre a Cruz, com efusão de sangue, e que se renova de modo incruento: é o mesmo corpo, o mesmo sangue, o mesmo JESUS, que se imola hoje na Santa Missa. Opus trae Redemptionis exercetur, diz a Santa Igreja.


A obra de nossa Redenção aí se exerce: sim, exercetur, aí se exerce atualmente. Este santo sacrifício realiza, opera o que foi feito sobre a Cruz. Que obra sublime! Ora, dizei-me sinceramente  se, quando ides à Igreja para assistir a Santa Missa, pensásseis bem que ides ao Calvário assistir à morte do Redentor, que diria de alguém que vos visse aí chegar numa atitude tão pouco modesta? Se Maria Madalena fosse ao Calvário e se prostrasse aos pés da Cruz vestida, perfumada e ataviada como em seus tempos de desordem, quanto não seria censurada! E que se dirá de vós que ides à Santa Missa como se fôsseis a uma festa mundana?


Que aconteceria, sobretudo se profanásseis este ato tão santo, com gestos, risadas, cochichos, encontros sacrílegos?


Digo que, em qualquer tempo e lugar, a iniquidade não tem cabimento; mas os pecados que se cometem na hora da Santa Missa e na proximidade do altar, são pecados que atraem a maldição de Deus: Maledictus qui facit opus Domini fraudulenter (Jer 48,10). Meditai seriamente sobre este assunto” - SÃO LEONARDO DE PORTO MAURÍCIO, extraído do livro AS EXCELÊNCIAS DA SANTA MISSA.


Fortes e ortodoxas palavras, caros leitores! Mas palavras de um Santo, notem bem!


Antes buscássemos dar mais ouvidos às palavras dos grandes Santos e Doutores da Santa Igreja que a qualquer “profeta moderno” apressado na tarefa de reformar e deturpar a Regra de Fé Católica em busca, no mais das vezes, de agradar nossos mundanos ouvidos ou de ser elogiado pelo Mundo!


Para concluir gostaríamos de fechar propondo aos nossos leitores uma reflexão, dado que a Santa Missa nada mais é que a renovação incruenta do Sacrifício do Calvário, como sempre ensinou a Fé Católica pelos séculos, qual deveria ser nossa atitude diante da Sagrada Liturgia? Seria razoável imaginar no Calvário músicas seculares com ritmos dançantes? Palmas? Pula-pula e algazarra?


Ou antes, deveríamos estar contritos, ajoelhados, em oração profunda e unitiva com Aquele que se imola por nós, muito embora sejamos tão indignos?


Um outro grande Santo Capuchinho, o Padre Pio de Pieltrecina, certa vez foz chamado a responder pergunta semelhante, eis sua resposta:


“Padre, como devemos assistir à Santa Missa?


Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.”



 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Um digno Príncipe da Santa Igreja - Entrevista com o Cardeal Burke

Abaixo transcrevemos uma breve entrevista do Cardeal Burke, prefeito do Tribunal Supremo da Signatura Apostólica, palavras alentadoras vindas de um digno princípe da Santa Igreja, sobretudo em tempos em que esperamos ouvir a voz do Pastor e muitas vezes não ouvimos!

Queira Deus abençoar cada vez mais este brilhante Sucessor dos Apóstolos, são os votos e orações do Tradição Cariri!

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Cardeal Burke, prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica.
O cardeal Raymond Leo Burke, prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica, esteve presente nas jornadas Evangelium vitae, concluídas pelo Papa Francisco I no dia 16 de junho em Roma. Ele exorta os católicos a se mobilizarem – inclusive na rua se necessário – para defender a família e a vida.

A defesa da vida é um combate incessante para a Igreja, como o atesta, entre outros, a continuação das jornadas Evangelium vitae lançadas por João Paulo II. Onde se radica essa prioridade?

A lei que a Revelação nos deu nos ensina que o primeiro direito de um ser humano é de viver. Esta verdade, que é a inviolabilidade de vida inocente, é tão mais evidente quando se lembra que Cristo morreu por todos os seres humanos sem exceção. Lembremos igualmente a parábola do juízo final: “O que fazeis ao menor dos meus é a mim que o fazeis” (Mateus 25,40). Ora, aqueles que são vivos, mas ainda não nasceram, são os menores. É por isso que a Igreja conclamará sempre a proteger a vida inocente. Mais ainda, o primeiro preceito da lei natural é o de promover e proteger a vida humana. Inscrito no coração de cada um, este preceito é participado por todo mundo, seja qual for a sua orientação espiritual.

Uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé, assinada pelo cardeal Ratzinger em 2004, indicava que não se devia dar a comunhão a políticos católicos, homens e mulheres, que defendessem publicamente o aborto. Ela está ainda vigente?

Inteiramente ! Os homens políticos que se dizem católicos, mas que defendem o aborto pretendendo não querer impor suas convicções religiosas, estão no erro, pois, como eu já o disse, a revelação divina não vem senão confirmar aquilo que a lei natural acessível a todos já estabeleceu. E aqueles que fazem abertamente a promoção do aborto não devem, portanto, ter acesso à sagrada comunhão. Esta regra de disciplina canônica está prevista no artigo 915 do Código de Direito Canônico. Os católicos devem saber manifestar sua oposição, inclusive na rua, quando necessário.

Qual é o papel da família no respeito pela vida?

A família tem o primeiro papel, pois são os pais que devem ensinar os filhos a respeitarem a vida humana e a si próprios. Em uma segunda etapa, a educação religiosa deve preparar os filhos nesse sentido. Nesta ótica, a catequese é muito importante. Durante os anos, a maneira de ensinar o catecismo às crianças foi de tal maneira pobre que há uma necessidade de realizar um verdadeiro trabalho nesse ponto. Espero que esse tempo em que a catequese foi empobrecida acabou. Lembro-me de que quando eu era bispo de uma diocese, tentei tanto que pude remediar esses problemas.

Vossa Eminência é o prefeito do Tribunal supremo da Signatura Apostólica, que vela pela boa administração da justiça eclesiástica. O que diz o ensinamento da Igreja sobre as uniões homossexuais?

O ensinamento da Igreja é muito claro. A união sexual é moral no âmbito do casamento, sendo ela a expressão de um amor fiel, permanente e fecundo, isto é, procriador, entre um homem e uma mulher. Uma nota da Congregação para a Doutrina da Fé, aparecida em 2003 e assinada pelo Cardeal Ratzinger, então prefeito dessa mesma congregação, condenava assim toda forma de legalização das uniões homossexuais. A natureza nos ensina que o homem e a mulher são feitos um para o outro. A alteridade é uma condição necessária ao casamento. Cumpre, pois, compreender que a Igreja Católica jamais aprovará as uniões homossexuais, que não podem ser naturalmente procriadoras.

Na França, a lei que legaliza o casamento homossexual foi votada. O que os católicos devem fazer doravante?

Acompanhei o combate dos franceses contra essa lei. Eu posso lhes dizer aqui: continuem a manifestar, continuem a mostrar que essa lei é injusta e imoral. A Igreja os apoiará nesse combate pela justiça. Eu incito assim os padres e os bispos a continuar nessa via e a manifestar sua oposição na rua se necessário. É importante que eles dêem o exemplo. Eu mesmo cheguei a manifestar, notadamente na Marcha pela Vida. Na Evangelium vitae, João Paulo II faz referência à desobediência civil, é nesse gênero de caso que devemos praticá-la. Os pais têm igualmente um trabalho a fazer contra essas leis insidiosas. Eles devem observar o que fazem seus filhos. O pior hoje é sem dúvida a pornografia. Os pais devem prestar atenção principalmente quando os filhos utilizam o computador e olham coisas cujos efeitos eles não medem e que fazem muito mal.

Como preservar as crianças desses desvios de conduta quando exibidos na rua?

É preciso que os pais procurem manter seus filhos longe de tudo isso e explicar-lhes o que é bem e o que é mal. A escola é também um lugar no qual importa investir. É necessário principalmente que o ensino católico seja ainda mais católico do que o é atualmente.

(Fonte: Famille Chrétienne)


segunda-feira, 20 de maio de 2013

A MARIOLOGIA NA MÚSICA DO PADRE ZEZINHO

Procurando certa vez uma canção para cantarolar lembrei-me de uma antiga do Pe. Zezinho intitulada "E te chamavas Maria" que costumava cantar muito displicentemente. Observando mais atentamente a letra dessa canção surpreendi-me com algumas expressões pouco tradicionais e até revolucionárias a respeito da Virgem Santíssima.

Pe. Zezinho, SCJ

O autor, com essa música, parece querer dar um "caráter mais humano" a Nossa Senhora, digo parece, porque o que se sucede no decorrer de todo o texto é um rebaixamento e nivelamento da pessoa singular de Maria Santíssima com as demais mulheres não somente da sua época mas as de todos os tempos.

A sua mensagem central é que a Virgem Maria sonhava e amava igual as meninas de todos os tempos inclusive as de hoje. Essa é uma idéia no mínimo equivocada. Confrontemo-la com o que diz Santo Afonso de Ligório, Bispo e Doutor da Igreja, no seu livro Glórias de Maria, mais precisamente no capítulo que fala sobre a Festa da Apresentação de Maria, diz o santo: "Desde o primeiro momento em que esta celeste menina foi santificada no seio de sua Mãe (que foi o primeiro instante de sua Imaculada Conceição), recebeu também o uso perfeito da razão".(pag.273). Em outra parte citando São João Damasceno, também Doutor da Igreja, diz: "A Virgem afastou o pensamento de todas as coisas terrenas, abraçando todas as virtudes..."(pag.278). É de S. João Damasceno também as palavras que Santo Afonso transcreve em seu livro: "O Senhor a conservou tão pura no corpo e na alma, como realmente convinha àquela que iria conceber a Deus em seu seio. Pois santo como Ele é, procura morar só entre os santos. Portanto, o Eterno Pai podia dizer a esta filha: Como o lírio entre os espinhos, és tu, minha amiga, entre as filhas (Ct 2,2): Pois, enquanto as outras foram manchadas pelo pecado, tu foste sempre imaculada e cheia de graça".(pag.240).

Santo Afonso de Ligório, Doutor da Igreja

Como vemos, prezado católico, não se pode rebaixar a Virgem Santíssima ao nível das outras mulheres ou de qualquer outra criatura, ela é o lírio entre os espinhos. Também é igualmente condenável querer equiparar os sentimentos e as virtudes de qualquer criatura, por mais nobres e honestos que sejam, aos gloriosos e perfeitos sentimentos da Augusta Senhora.

No restante da música o padre faz uma exaltação dos sentimentos de Maria em relação a São José, diz ele de Nossa Senhora: "sorrias, falavas, brincavas, cantavas, dançavas pensando em José"
. Ora, segundo a Tradição Nossa Senhora desde a terna idade se consagrou ao Senhor, na Festa da sua Apresentação a Igreja nos ensina que ela foi levada ao Templo por seus pais S. Joaquim e Santa Ana, onde foi educada, com a idade de 3 anos e que era desejo seu permanecer virgem e consagrada a Deus por toda a vida. 

Nossa Senhora do Sagrado Coração

É comum nos Santos Doutores da Igreja que Maria Santíssima obedeceu ao preceito de amar a Deus sobre todas as coisas mais do que qualquer outra criatura, inclusive os anjos que contemplam a Deus. Então, como se pode sustentar a ideia de que ela tinha seus pensamentos e ações voltados para São José? Qual a fonte utilizada para supor e propor estes argumentos? Somente na cabeça de uma pessoa romântica estas idéias ganham sustentação.

Caro católico, concluímos nisso tudo que músicas como esta e tantas outras que são cantadas inclusive, por desgraça, na Sagrada Liturgia da Santa Missa estão impregnadas de um sentimentalismo romântico que deturpam a fé e causam grande prejuízo às almas. Busque ter mais atenção no que você canta e lê, e não se deixe levar por novidades que contradizem o que a Igreja sempre ensinou apenas pelo fato de terem o rótulo de católicas.