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quinta-feira, 6 de junho de 2013

MISSA TRIDENTINA NO ANIVERSÁRIO DOS 850 ANOS DA CATEDRAL DE NOTRE-DAME EM PARIS, DÉO GRÁTIAS!

O blog Tradição Cariri não poderia deixar de registrar esta excelente notícia e compartilhar as belíssimas fotos abaixo.

Trata-se da peregrinação de alguns sacerdotes e um grupo de fiéis de uma paróquia francesa à belíssima Catedral de Notre-Dame em Paris, que comemora 850 anos da sua dedicação, lá chegando os sacerdotes rezaram a Santa Missa segundo o Missal do Beato Papa João XXIII, em mais uma demostração de amor a Santa Igreja e a Sagrada Liturgia Católica.

Pouco a pouco, vai ressugirdo, especialmente entre os jovens como é cada vez mais visível para quem conhece os grupos e sacerdotes envonvildos na luta pela aplicação do Motu Proprio Summorum Pontificum do Santo Padre Emérito Bento XVI, toda a beleza da Fé Católica e da Liturgia Tradicional, a qual foi tão perseguida e caluniada, porque não dizer, escondida da presente geração de católicos!

Que a Virgem Santíssima continue a abençoar este movimento que tem crescido, especialmente, numa Europa que vê o catolicismo dito "progressista" definhar pouco a pouco!

Viva Cristo Rei! Viva o Imaculado Coração de Maria Santíssima!



sexta-feira, 5 de abril de 2013

SERIAM AS CEB´S CATÓLICAS? OU, CATÓLICOS DO CARIRI, ACORDAI!

Caros leitores, em virtude da proximidade do 13ª Intereclesial de Comunicades Eclesias de Base(CEB´s), que está programado para ocorrer no próximo mês de janeiro aqui em nossa querida Diocese de Crato-CE e em razão de entendermos tratar-se de um movimento totalmente heterodoxo, podemos mesmo dizer herético, tentaremos trazer alguns estudos sobre as CEB´s e seu envolvimento com a atéia e comunista "teologia" da libertação, com o intuito não só de desmascararmos o que está sendo colocado como católico, quando não o é nem de longe, nem de perto, mas também para nos colocarmos alertas e vigilantes para defendermos a Santa Fé Católica que recebemos da Infalível e Santa Tradição da Igreja, dos seus Santos Doutores, do seu Sagrado Magistério.

Começamos trazendo para nossos leitores uma pequena amostra do que são capazes os promotores do erro que envolve as CEB´s e toda a "teologia" da libertação, nada mais que algumas fotos do 11º Encontro Estadual de Ceb´s que ocorreu na Arquidiocese de Florianópolis:


Índios semi-nus fazem preces em tupi-guarani 


Aqui se vê a "beleza" da liturgia cebista!


Diversos movimentos comunistas participantes ativos das CEB´s, como não podia deixar de acontecer em um movimento de viés marxista-ateu



Celebração da Missa com o estarde do  fundador da Umbada logo abaixo
 
 
O que parece uma mãe de santo, pelo menos assim está paramentada, carregando o turíbulo para incensação do altar

Se os caros leitores tiverem disposição para ver este festival de horrores, não só litúrgicos, mas contra a própria Fé Católica, acessem o Frates in Unum aqui vai o link: Escandalo em florianopolis sincretismo e marxismo das cebs .

Aqui temos uma pequena amostra do nível de escândalos que poderemos, Deus não permita!, assistir em nossa querida Diocese de Crato-Ce, e isto no ano de seu centenário.

O Tradição Cariri fará a sua parte, ficaremos vigilantes, começaremos por tentar escrever alguns artigos sobre a "teologia" por trás desta mentalidade herética das CEB´s, ao mesmo tempo suplicamos as autoridades eclesiásticas envolvidas que tomem uma atitude para barrar este 13º Intereclesial de CEB´s, em pleno centenário da Diocese, onde se avizinham grandes e tremendos sacrilégios e profanações a Nosso Senhor e Sua Igreja!

Pedimos à Virgem Santíssima, Auxílio dos Cristãos, Vencedora de todas as heresias, para que nos ajude, nos dê força e nos ilumine neste próposito que ora começamos!

Viva Cristo Rei! Viva o Imaculado Coração da Virgem Maria!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Transcrevemos abaixo para nossos leitores a entrevista dada pelo Padre John Zuhlsdorf ao jornal Gazeta do Povo a respeito do legado de Bento XVI no que diz respeito a Liturgia, em especial a Missa Tridentina defendida por este nosso blog.

Leiam, é muito boa! E aos que tiverem tempo recomendo a leitura do caderno sobre a sucessão papal do jornal Gazeta do Povo, está muito bom. Segue link: Sucessão do Papa 

 "O resgate da liturgia solene

Padre John Zuhlsdorf, autor do blog What does the prayer really say?

Para restaurar a sacralidade da missa, desfigurada por invenções locais alheias ao senso litúrgico da Igreja, Bento XVI resolveu, em 2007, liberar a celebração da missa tridentina, que era a norma na Igreja até 1969. Essa é a avaliação de um dos principais blogueiros de liturgia do mundo, o padre John Zuhlsdorf. Ele discorda da avaliação de muitos especialistas, para os quais a liberação da missa tridentina seria meramente um gesto de boa vontade para buscar o fim do cisma dos tradicionalistas da Sociedade São Pio X. Zuhlsdorf, que mantém o blog What does the prayer really say? (www.wdtprs.com), concedeu entrevista por e-mail à Gazeta do Povo.

Qual o papel da liturgia para Bento XVI?

O culto a Deus pela liturgia sempre foi central em seu pensamento. Ele escreveu muito sobre o tema.

Ratzinger liga a crise da Igreja à crise da liturgia. Como elas se relacionam?
 

São Pio de Pieltrecina, durante celebração do Santo Sacrifício
Missa, segundo a forma extraordinária do único Rito Romano
conhecida por Missa "Tridentina"

Deus está no topo da hierarquia dos nossos afetos. Se nossa relação com Deus está distorcida, defeituosa ou inadequada, todos os nossos relacionamentos serão distorcidos, defeituosos ou inadequados. Se nosso culto a Deus não é adequado ou agradável a Ele, enfraquecemos todos os outros aspectos de nossa vida. Nenhuma esfera da vida da Igreja pode estar bem se o culto litúrgico da Igreja não estiver saudável. Isso significa que precisamos rezar e adorar a Deus, como Igreja, da maneira como a própria Igreja determina que devemos fazê-lo. E precisamos manter uma continuidade com a forma como a Igreja sempre rezou. Essa continuidade é quebrada quando decidimos fazer as coisas de acordo com nossos próprios critérios, alterando incorretamente o modo de adorar e rezar. Assim fazemos mal a nós e a todos, porque estamos nisso juntos.


Quais as principais contribuições de Bento XVI para a liturgia?

Sua principal contribuição para o Novus Ordo (a missa celebrada atualmente) é, acima de tudo, a permissão para a celebração da missa tridentina na forma antiga, com o "motu proprio" Summorum pontificum. Parece paradoxal, mas não é. A celebração da forma mais tradicional lado a lado com o Novus Ordo cria uma atração gravitacional sobre como a forma nova é celebrada, no sentido de haver maior solenidade. O uso da missa tradicional, que está crescendo, ajudará a "curar" o culto e direcioná-lo para a continuidade com a herança católica e com o modo como a Igreja quer que celebremos.

A missa tridentina ganhou força com Bento XVI, mas ainda está disponível para uma minoria bem restrita. Ela permanecerá assim?


Pequenas minorias podem fazer coisas grandiosas. Além disso, o número de pessoas que frequentam a missa tradicional cresce lentamente, mas de forma consistente. Pelo menos nos Estados Uni­­dos, jovens padres e seminaristas vêm se interessando pela missa tridentina. À medida que eles vão assumindo paróquias, veremos um aumento no interesse por parte dos fiéis também.


Papa Bento XVI, distribuindo a comunhão de joelhos e na boca

Bento XVI também usou as missas papais para mandar mensagens sobre a maneira como ele quer ver a missa ser celebrada...

Sim, é importante a ação humilde, mas clara, do papa. Ele ensina pelo exemplo e pelo convite, em vez da imposição. Ele vem tentando trazer a Igreja de volta ao culto ad orientem (voltado para o oriente), e por isso pede que os altares tenham o crucifixo no centro, mesmo quando o padre está de frente para os fiéis. É um arranjo provisório na direção de colocar padre e fiéis juntos, voltados para a mesma direção, para o crucifixo, para o "oriente litúrgico". Esta é a melhor forma de expressar nossa esperança e anseio pelo Senhor. O papa também vem promovendo a comunhão de joelhos e diretamente na boca, que é a forma adequada de nos aproximarmos do Senhor Eucarístico. Esses são os exemplos mais importantes.

Qual o papel do monsenhor Guido Marini, mestre de cerimônias pontifícias, nesse processo?


Dom Antônio Carlos Rossi Keller, uso da casula romana e crucifixo
no centro do altar na forma ordinária do único Rito Romano 

 O monsenhor Marini entende muito bem a visão que o Santo Padre tem do culto litúrgico, e trabalhou para implementá-la. Ele tem feito um ótimo trabalho e espero que o próximo papa o mantenha no cargo.

Por que demora tanto para as mudanças e sugestões do papa serem aceitas nas dioceses e paróquias?


Porque é muito mais fácil demolir um prédio que construí-lo. Mas a geração dos que foram animados pelo chamado "espírito do Vaticano II", oposto aos seus documentos, está passando. Uma nova geração está assumindo posições de liderança e não tem a bagagem desse entendimento torto do Concílio, o que Bento XVI chamou de "hermenêutica da ruptura". A nova geração quer a continuidade e está bem aberta ao que o papa vem fazendo.

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Seguem alguns pensamentos do "Magno" Bento XVI sobre a Lirtugia, também retirados da reportagem acima:

"Colocar o padre de frente para o povo transformou a comunidade em um círculo fechado em si mesmo."
No livro Introdução ao Espírito da Liturgia.

"[A missa em que o padre se voltava para o sacrário] era muito mais uma questão de padre e povo olhando para a mesma direção, sabendo que, juntos, estavam numa procissão rumo ao Senhor."
Em Introdução ao Espírito da Liturgia.

"O homem que aprende a crer aprende a se ajoelhar, e uma fé ou uma liturgia que não está mais familiarizada com o ato de ajoelhar está doente."
Em Introdução ao Espírito da Liturgia, contestando liturgistas que defendiam o fim do gesto de se ajoelhar.

"A beleza da liturgia (...) é a expressão excelsa da glória de Deus e, de certa forma, constitui o céu que desce à terra. (...) a beleza não é um fator decorativo da ação litúrgica, mas seu elemento constitutivo, como atributo do próprio Deus e da sua revelação."
Da exortação Sacramentum caritatis, de 2007.

"Desejo (...) que se valorize adequadamente o canto gregoriano como canto próprio da liturgia romana."
Da exortação Sacramentum caritatis.

"Peço que os futuros sacerdotes sejam preparados (...) para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos."
Da exortação Sacramentum caritatis.

"Mover o crucifixo do altar para a lateral para que se possa ver o padre sem obstáculos é algo que eu entendo como um dos fenômenos realmente absurdos das últimas décadas. A cruz atrapalha a Missa? O padre é mais importante que o Senhor? Esse erro precisa ser corrigido o quanto antes."
No livro Introdução ao Espírito da Liturgia, de 1999, recomendando o uso de um crucifixo no meio do altar durante a missa.

"O primeiro modo de favorecer a participação do povo de Deus no rito sagrado é a condigna celebração do rito; a arte da celebração (...) resulta da fiel obediência às normas litúrgicas na sua integridade."
Da exortação Sacramentum caritatis.

VIVA CRISTO REI! VIVA O IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA SANTÍSSIMA!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

DO FRATES IN UNUM.COM nos vem esta ótima notícia, rezemos e trabalhemos para que na nossa Diocese de Crato-CE também se façam respeitar as normas litúrgicas e não tenhamos que presenciar ainda mais abusos e "criatividades" nas celebrações da Sagrada Liturgia, que infelizmente muitas vezes presenciamos por aqui, afinal é também um direito dos fiéis a Liturgia celebrada segundo as rubricas e não segundo o entendimento de cada sacerdote ou, pior, de cada pastoral da liturgia, segue a notícia:

Suíça: o bispo de Chur recorda as normas litúrgicas.

Dom Vitus Huonder, bispo de Chur, Suíça, celebra a Missa TradicionalPor DICI | Tradução: Teresa Maria Freixinho –
Para o início do Ano da Fé, Dom Vitus Huonder (foto ao lado), bispo de Chur e administrador apostólico dos cantões de Obwald, Nidwald, Glaris, Zurique e uma parte de Uri, publicou uma carta pastoral intitulada A Sagrada Eucaristia – Um Sinal de Unidade, para ser lida em todas as igrejas da diocese no domingo, 11 de novembro.

Chefe dos departamentos de Liturgia, Ministério e Serviços da Conferência de Bispos da Suíça (CES), o bispo recorda firmemente aos sacerdotes e fiéis as regras para as celebrações litúrgicas. Dom Huonder enfatiza que o direito de organizar a liturgia pertence à autoridade exclusiva da Igreja; um padre não pode decidir por sua própria conta acrescentar, retirar ou modificar qualquer rubrica, e ele nunca poderá usá-la como um “meio legítimo para promover a participação dos leigos na liturgia.” “Na liturgia, Deus é o verdadeiro autor, idealizador e ator, e a Igreja tem o dever de preservar o sagrado ao longo dos séculos,” explica a carta da diocese de Chur. A Igreja paroquial é um lugar sagrado, reservado ao culto divino, domus Dei, e qualquer outro evento deve ser realizado em outros locais paroquiais.

A carta especifica que a pregação cabe exclusivamente aos ministros ordenados – bispos, sacerdotes e diáconos –, que o uso do dialeto suíço-alemão está autorizado somente para as celebrações com crianças ou jovens, e que os fiéis não devem ser induzidos a erro, perturbados ou magoados por declarações contra o ensinamento da Igreja e sua hierarquia. Dom Huonder insiste também no direito dos fiéis a uma liturgia livre de abusos, que seja livre de ações arbitrárias inventadas no impulso do momento. Ele refere-se à carta pastoral publicada em 2004 — Instrução Redemptionis Sacramentum da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, que concede a todo católico o direito de chamar a atenção do bispo diocesano ou da Santa Sé para os abusos litúrgicos.

O número de sacerdotes na diocese é suficiente para garantir a celebração da Missa Dominical, e “domingos de padres”, que sejam considerados como dias de férias, não correspondem à espiritualidade sacerdotal, insiste o Bispo de Chur. Igualmente, a regra comum da Igreja pede que os ministros ordenados distribuam a Santa Comunhão e a levem aos doentes. Quanto à confissão, o sacramento exige que apenas o padre receba a acusação do penitente e lhe conceda a absolvição. A “confissão” a um leigo e sem absolvição sacerdotal não é um sacramento. Essas “maneiras de reconciliação” são corretas apenas se levarem a uma absolvição sacramental, ele recorda.

Finalmente, os fiéis devem ser encorajados a se aproximarem do sacramento da Eucaristia com grande respeito. Ou seja, o bispo Huonder exorta que todos devem estar atentos às condições necessárias para receber a comunhão: o Batismo, confissão da fé católica, o estado de graça e o jejum eucarístico por, pelo menos, uma hora de antecedência.

Em 9 de novembro, o dia seguinte à publicação da carta pastoral de Dom Huonder, Dom Josef Annen, Vigário Geral de Zurique e Glaris, e os anciãos de  Zurique, juntamente com Dom Martin Kopp, Vigário Geral da Suíça central e os anciãos da Suíça central publicaram uma carta explicando as nuances importantes para a carta pastoral do bispo.

Sem dúvida, eles explicam, se Dom Vitus Huonder fala de graves abusos no domínio da liturgia, há certamente casos especiais onde a liturgia é arbitrariamente alterada ou onde melhorias são necessárias. Nesses casos, eles especificam que a melhor solução é um encontro pessoal. Porém, esses casos isolados não devem nos fazer questionar as práticas litúrgicas atuais, que foram adquiridas pela Igreja universal desde Vaticano II e que são aprovadas pelos bispos (além de Dom Huonder, ed.). A colaboração dos leigos durante as celebrações – em comunhão com o padre – “não deve ser descontinuada, e lhes somos gratos,” afirma a carta em termos firmes.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

ESTA MENSAGEM DE SANTO ISIDORO FOI POSTADA NA NOTÍCIA DO FRATES IN UNUM QUE FAZIA MENÇÃO AOS ABUSOS LITÚRGICOS QUE OCORRERAM RECENTE E TRISTEMENTE EM FLORIANÓPOLIS POR OCASIÃO DO ENCONTRO ESTADUAL DAS "CEB´S", VEM BEM A CALHAR PARA OS NOSSOS TEMPOS:

QUANDO DEUS É ULTRAJADO (De uma carta de Santo Isidoro de Pelúsio, monge do deserto de Lychnos, no século V, ao Bispo de Theon) :
Somos igualmente culpados tanto ao querer vingar as injúrias que nos são feitas, quanto ao não nos sentirmos tocados por aquelas que se fazem a Deus. Se se trata de nós, muito bem: usemos de mansidão e indulgência quando nos ofendem; mas quando Deus é o ultrajado, não o convém absolutamente suportar. É preciso externar nossa indignação pelo fato. Vêde, entretanto, qual é a nossa fraqueza! Somos sensíveis até o ponto de não querer perdoar os nossos inimigos, e não temos senão afabilidade para os que se levantam contra Deus! Moisés não agia assim, conquanto fosse o mais afável dos homens. Ele não deixou de encolerizar-se contra os israelitas quando estes fizeram o bezerro de ouro, e sua cólera, nessa ocasião, foi muito mais santa do que toda a mansidão que ele pudesse ter mostrado"

(Apud “Esprit de Saints illustres”, Abbé L. Grimes, Sagnier et Bray Libraires-Editeurs, Paris: 1853, vol. I, p. 149).

Ah, se muitos dos nossos pastores refletissem mais sobre estas santas palavras! Quanto de abusos e ataques contra a majestade do Bom Deus, contra a Liturgia da Santa Igreja que é dirigida a Deus, não seriam evitadas!

Que Santo Isidoro e a Virgem Santíssima, roguem a Deus pelos nossos Bispos e ajudem a todos os católicos  a atravessarem bem estes tristes tempos que passamos!

Segue o link com a triste notícia:

http://fratresinunum.com/2012/09/11/escandalo-em-florianopolis-sincretismo-e-marxismo-das-cebs-com-a-chancela-do-arcebispo-dom-wilson-tadeu-jonck-scj/



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ALGUÉM MUITO AUTORIZADO COMENTA SOBRE OS DESVIOS LITÚRGICOS, NINGUÉM MENOS QUE O ENTÃO CARDEAL JOSEPH RATZINGER
"A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se : o que nela se manifesta e o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável : discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio.”
 NOTA DO BLOG: Onde será que ficam as nossas "criativas" celebrações da Missa, onde o povo deve participar e fazer de tudo um pouco?! 
Que o bom Deus nos conceda bons e santos sacerdotes para enfrentar a tarefa sobrenatural de restaurar a beleza e sacralidade da liturgia católica tão vilipendiada em nossas dias.
E que a Virgem Santíssima abençoe do Santo Padre na luta pela Reforma da reforma!

domingo, 5 de agosto de 2012

Do site ACI Digital:
Cardeal Burke: os sacerdotes não devem mudar as orações da Missa

Cardeal Raymond Burke.
DUBLIN, 12 Jul. 12 / 04:25 pm (ACI).- O Cardeal americano Raymond Burke, Presidente da Corte Suprema do Vaticano, a chamada Assinatura Apostólica, explicou que os sacerdotes não devem mudar as orações da Missa posto que eles não são os protagonistas da liturgia, mas sim o próprio Cristo.

Em entrevista concedida ao grupo ACI em Roma, o cardeal explicou que o sacerdote não deve modificar ou acrescentar palavras às orações da Missa considerando que todo presbítero é "um servidor do rito" e "não o protagonista”. O Protagonista, nas palavras do Cardeal Burke “é o próprio Jesus Cristo".

"Então está totalmente equivocado que um sacerdote pense ‘como posso tornar isto (a liturgia) mais interesante?’ ou ‘como posso fazê-lo melhor’?"

O Cardeal norte-americano, um dos colaboradores mais próximos ao Papa Bento XVI, recordou que o Código de Direito Canônico assinala que o sacerdote deve "com precisão e devotamente observar o que está escrito nos livros litúrgicos e assim tomar cuidado para não acrescentar outras cerimônias ou orações de acordo ao seu próprio juízo".

O Cardeal explicou logo que o Código de 1917, modificado pelo de 1983, estabelece que um sacerdote em pecado mortal não deve celebrar Missa "sem antes aceder à confissão sacramental" ou o mais breve possível "no caso de não contar com um confessor", quando a Missa  seja "muito necessária" e tenha feito um ato de contrição perfeito.

"Parece-me que esse cânon de 1917 foi eliminado, mas acredito que deve ser reintroduzido, porque a idéia de dignidade está bem de maneira preeminente para um sacerdote que está oferecendo o sacrifício", disse.

O Cardeal de 64 anos de idade também disse ao grupo ACI que é preciso uma reforma da sagrada liturgia, seguindo o estabelecido pelo Papa Bento XVI e "enraizada nos ensinos do Concílio Ecumênico Vaticano II" assim como "adequadamente conectada com a tradição".

Em sua opinião, isto significa evitar diversas inovações como os "serviços de comunhão" liderados por leigos ou religiosos quando existe uma paróquia sem sacerdote para presidir a Eucaristia dominical.

"Não é bom para o povo participar repetidamente nestes tipos de serviços aos domingos porque perdem o sentido do Santíssimo Sacramento", precisou.

O excesso deste tipo de serviços, acrescentou, pode ser também algo que desalente as ordenações sacerdotais porque com estes serviços um jovem com vocação ao sacerdócio "já não vê ante seus olhos a identidade da vocação à qual está chamado".

Na entrevista com o grupo ACI, o Presidente da Assinatura Apostólica se referiu também à " dúvida" na aplicação de penas canônicas nas décadas recentes e aos "abusos e violações da lei eclesiástica" que se dão no âmbito litúrgico.

Tais sanções, disse o Cardeal Burke, são "primeiramente medicinais" e procuram "chamar a atenção da pessoa sobre a gravidade do que está fazendo para que não o faça mais".

"As sanções são necessárias", acrescentou.

"Se em 20 séculos da vida da Igreja foram necessárias sanções, por que em nosso século de repente devemos pensar que elas não são necessárias? Isso também é absurdo", concluiu.

terça-feira, 17 de julho de 2012

O SAGRADO MAGISTÉRIO ENSINA:

"17. A Igreja, portanto, tem em comum com o Verbo encarnado o escopo, o empenho e a função de ensinar a todos a verdade, reger e governar os homens, oferecer a Deus o sacrifício, aceitável e grato, e assim restabelecer entre o Criador e as criaturas aquela união e harmonia que o apóstolo das gentes claramente indica por estas palavras: "Não sois mais hóspedes ou adventícios, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus, educados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, com o próprio Jesus Cristo por pedra angular, sobre a qual todo o edifício bem ordenado se levanta para ser um templo santo no Senhor, e sobre ele vós sois também juntamente edificados em morada de Deus, pelo Espírito".(21) Por isso a sociedade fundada pelo divino Redentor não tem outro fim, seja com a sua doutrina e o seu governo, seja com o sacrifício e os sacramentos por ele instituídos, seja enfim com o ministério que lhe contou, com as suas orações e o seu sangue, senão crescer e dilatar-se sempre mais - o que se dá quando Cristo é edificado e dilatado nas almas dos mortais, e quando, vice-versa, as almas dos mortais são educadas e dilatadas em Cristo; de maneira que, neste exílio terreno prospere o templo no qual a divina majestade recebe o culto grato e legítimo. Em toda ação litúrgica, junto com a Igreja está presente o seu divino Fundador: Cristo está presente no augusto sacrifício do altar, quer na pessoa do seu ministro, quer por excelência, sob as espécies eucarísticas; está presente nos sacramentos com a virtude que neles transfunde, para que sejam instrumentos eficazes de santidade; está presente, enfim, nos louvores e súplicas dirigidas a Deus, como vem escrito: "Onde estão duas ou três pessoas reunidas em meu nome aí estou no meio delas".(22) A sagrada liturgia é, portanto, o culto público que o nosso Redentor rende ao Pai como cabeça da Igreja, e é o culto que a sociedade dos fiéis rende à sua cabeça, e, por meio dela, ao Eterno Pai. É, em uma palavra, o culto integral do corpo místico de Jesus Cristo, ou seja, da cabeça e de seus membros." Encíclia Mediator Dei - Sobre a Sagrada Liturgia do Servo de Deus Papa Pio XII

 

Do site "A Igreja Doméstica":

Crianças na Sancta Missa

Pesquisa realizada em dezembro do ano passado, confirmou o óbvio para qualquer visitante ao Oratório em St Louis, MO aosDomingo: um grande número de crianças pequenas estão presentes quando o mistério, a solenidade e a beleza se desdobram na Missa celebrada na forma Extraordinária do Rito Romano.
Podemos indagar: como os pais destas crianças experimentam a alegria espiritual da Sagrada Liturgia e atendem as necessidades de seus filhos durante a Santa Missa. A Sra.Kellene Goff, uma amiga do Instituto  Cristo Rei e fiél do Oratório São Francisco de Sales nos informa a sua perspectiva:

PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NA LITURGIA
Por Kellene Goff

Mas Jesus disse-lhes: Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham.  ( Mat. 19:14)

É comum ouvir dizer que é muito difícil participar da missa com crianças pequenas. Segurando um bebê chorando no vestíbulo não é comumente visto como uma inspiração para devoção durante a consagração. Uma criança de dois anos caindo do genuflexório, enquanto se esforça para ver Nosso Senhor elevado na Eucaristia parece chamar a atenção de um pai e afastá-lo de suas próprias orações. Uma criança de sete anos, que deve ser frequentemente lembrada para prestar atenção e não se distrair durante a Missa, faz com que o pai se distraía.

Como os pais com filhos mais novos participam adequadamente na Missa? Eles podem participar em tudo quando constantemente são chamados à cuidar das necessidades dos seus pequeninos? Alguns pais estão tão machucados por essas demandas que são tentados a pensar que seja impossível. Talvez eles digam para si mesmos com um leve tom de auto-piedade - "Algum dia eu vou participar na missa".

Mas o que é a participação na Missa? Certamente o sacerdote oferecendo in Persona Christi o sacrifício da Missa participa mais diretamente. Mas ele faz isso não só para a glória de Deus, mas para "servir todos os membros da Igreja." Os coroinhas e membros do coro também participam na medida em que auxiliam o culto para o corpo da Igreja. Eles muitas vezes sacrificam suas orações pessoais para que possam desempenhar as funções que lhe são exigidas. Estes serviços são a sua participação e podem ser unidos ao sacrifício de Cristo. Os pais por sua vez auxiliando seus filhos, que fazem parte do Corpo de Cristo, para que participem de forma plena e consciente quanto possível no sacrifício da Missa estão particpando dando assistência à seus filhos. Nas palavras de nosso Senhor, "aquilo que você faz à um desses meus irmãos, você está fazendo à Mim."


À primeira vista, segurando um bebê chorando parece não ter nada a ver com a consagração de Nosso Senhor. Mas quando um pai sacrifíca sua devoção pessoal e a se inclina para frente e sussurra no ouvido do bebê para conter o choro há uma semelhança com a ação do altar. Quando a criança que cai durante a elevação da Eucaristia sente as mãos amorosa erguendo-o de forma mais rápida e atenta do que quando ela cai em casa, a ação reflete a santidade do momento. Quando a distração constante de uma criança mais velha é firme e consistente guiada com a mesma pose e esforço dos coroinhas se movimentando no altar, então o papel dos pais na assistência dos seus filhos durante a missa é a sua oferta de louvor ao Senhor. E quando algum dia, uma mãe se encontrar ajoelhada ao lado de seu filho, dois corações ao invéz de um,  treinando para unir as suas intenções com as de nosso Senhor, os frutos do serviço desses pais mostrarão-se nas orações de seus filhos. Que coisa gloriosa para um pai ver seu auxílio não como distrações mas como a participação direta na Missa, ajudando a revelar a missa para os menores membros do Corpo de Cristo.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A Nova Evangelização e a Sagrada Liturgia, por Dom Athanasius Schneider.

Tradução – Fratres in Unum

Para falarmos corretamente da nova evangelização, é indispensável fixarmos, primeiramente, o nosso olhar sobre Aquele que é o verdadeiro evangelizador, isto é, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o Verbo de Deus feito Homem. O Filho de Deus veio a esta terra para expiar e redimir  o  maior pecado, o pecado por excelência. E o pecado por excelência da humanidade consiste na recusa de adorar a Deus, na recusa de Lhe reservar o primeiro lugar, o lugar de honra. Este pecado dos homens consiste no fato de não se dar atenção a Deus, no fato de que não se tem mais o sentido das coisas, ou dos detalhes que emergem de Deus e da adoração que Lhe é devida, no fato de não se querer ver a Deus, no fato de não se querer ajoelhar diante de Deus.

Em face de uma tal atitude, a encarnação de Deus é embaraçosa; embaraçosa, igual e consequentemente, a presença real de Deus no mistério eucarístico; embaraçosa a centralidade da presença eucarística de Deus nas igrejas. O homem pecador quer, com efeito, pôr-se no centro, tanto dentro da igreja como durante a celebração eucarística, ele quer ser visto, quer ser reparado.

Esta é a razão pela qual se prefere colocar de lado Jesus Eucaristia, Deus encarnado, presente no tabernáculo sob a forma eucarística. Mesmo a representação do Crucificado sobre a Cruz no meio do altar, durante a celebração voltada para o povo, é embaraçosa, porque o rosto do padre se encontraria ofuscado. Dessa forma, a imagem do Crucificado ao centro, assim como Jesus Eucaristia no tabernáculo igualmente no centro do altar, são embaraçosos. Consequentemente, a Cruz e o Tabernáculo são deslocados para o canto. Durante a celebração, os assistentes devem poder observar permanentemente o rosto do padre, e este adquire prazer em se colocar, literamente, no centro da casa de Deus. E se por azar Jesus Eucaristia, apesar de tudo, for deixado em seu tabernáculo no centro do altar, porque o ministério dos monumentos históricos, mesmo sob um regime ateu, proibiu que se O deslocasse por razões de conservação do patrimônio artístico, o padre, frequentemente ao longo de toda a celebração litúrgica, Lhe dá, sem escrúpulos, as costas.

Quantas vezes corajosos fiéis adoradores de Cristo, na sua simplicidade e humildade, terão bradado: “Bendito sejais, Monumentos históricos! Vós ao menos nos deixastes Jesus no centro de nossa igreja”.

Apenas a partir da adoração e da glorificação de Deus é que a Igreja pode anunciar de maneira adequada a palavra da verdade, ou seja, evangelizar. Antes que o mundo ouvisse Jesus, o Verbo eterno feito carne, a pregar e anunciar o reino, Ele se ocultou e adorou durante trinta anos. Esta permanece para sempre a lei para a vida e a ação da Igreja, bem como para todos os evangelizadores. “É na maneira de se tratar a liturgia que se decide a sorte da Fé e a Igreja”, disse o Cardeal Ratzinger, o nosso atual Santo Padre, o Papa Bento XVI. O Concílio Vaticano II quis recordar à Igreja qual realidade e qual ação deveriam ter o primeiro lugar em sua vida.  É por isso que o primeiro documento conciliar foi consagrado à liturgia. A este respeito, o Concílio nos dá os seguintes princípios: na Igreja, e conseqüentemente na liturgia, o humano deve se orientar ao divino e lhe ser subordinado, do mesmo modo o visível em relação ao invisível, a ação em relação à contemplação e o presente em relação à cidade futura, à qual aspiramos (cf. Sacrosanctum Concilium, 2). A nossa liturgia terrestre participa, de acordo com o ensinamento  do Vaticano II, de um antegozo da liturgia celestial da cidade santa de Jerusalém (cf. idem, 2).

Conseqüentemente, tudo na liturgia da Santa Missa deve servir ao que exprime de maneira mais nítida a realidade do sacrifício de Cristo, isto é, as orações de adoração, de agradecimento, de expiação, de petição, que o eterno Sumo Sacerdote apresentou a Seu Pai.

O rito e todos os detalhes do Santo Sacrifício da Missa devem se centrar sobre a glorificação e a adoração a Deus, insistindo na centralidade da presença de Cristo, seja no sinal e na representação do Crucificado, seja na Sua presença Eucarística no tabernáculo, e, sobretudo, no momento da Consagração e da Santa Comunhão. Tanto mais isso é respeitado, menos o homem se mantém no centro da celebração, menos a celebração se assemelha a um círculo fechado, mas está aberta, até de uma maneira externa, a Cristo, como em uma procissão que se dirige a Ele com o padre à sua frente; mais uma tal celebração litúrgica refletirá de maneira verdadeira o sacrifício de adoração de Cristo na Cruz; mais ricos serão os frutos que os participantes receberão em sua alma proveniente da glorificação de Deus; mais Deus os exaltará.

Mais o padre e os fiéis procurarão, em verdade, durante as celebrações eucarísticas, a glória  de Deus e não a glória dos homens, e não procurarão receber a glória uns dos outros, mais Deus os honrará deixando que suas almas participem de maneira mais intensa e mais fértil da Glória e da Honra da Sua vida divina.

Atualmente, e em diversos lugares da terra, numerosas são as celebrações da Santa Missa onde se poderia dizer a seu propósito as seguintes palavras, invertendo as palavras do Salmo 113, versículo 9: “A nós, Senhor, e ao nosso nome seja dada a glória” e, ademais, a propósito de tais celebrações são aplicáveis as palavras de Jesus: “Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros, e não buscais a glória que é só de Deus?” (João 5, 44).

O Concílio Vaticano II emitiu, relativo a uma reforma litúrgica, os seguintes princípios:

1. O humano, o temporal, a atividade devem, durante a celebração litúrgica, orientar-se ao divino, ao eterno, à contemplação, e ter um papel subordinado em relação a eles (cf. Sacrosanctum Concilium, 2).

2. Durante a celebração litúrgica, dever-se-á incentivar a tomada de consciência de que a liturgia terrestre participa da liturgia celestial (cf. Sacrosanctum Concilium, 8).

3. Não deve haver absolutamente nenhuma inovação, portanto, nenhuma criação nova de ritos litúrgicos, sobretudo no rito da missa, salvo se por um benefício verdadeiro e certo em prol da Igreja, e sob condição de que se proceda com prudência e que, eventualmente, as formas novas substituam as formas existentes de maneira orgânica (cf. Sacrosanctum Concilium, 23).

4. Os ritos da missa devem ser de tal modo que o sagrado seja expresso mais explicitamente (cf. Sacrosanctum Concilium, 21).

5. O latim deve ser conservado na liturgia e sobretudo na Santa Missa (cf. Sacrosanctum Concilium, 36 e 54).

6. O canto gregoriano tem o primeiro lugar na liturgia (cf. Sacrosanctum Concilium, 116).
Os padres conciliares viam as suas propostas de reforma como a continuação da reforma de São Pio X (cf. Sacrosanctum Concilium, 112 e 117) e do Servo de Deus Pio XII, e, com efeito, na constituição litúrgica, é a encíclica Mediator Dei, do Papa Po XII, a que eles mais citaram.

O Papa Pio XII deixou à Igreja, entre outros, um princípio importante da doutrina sobre a Sagrada Liturgia, a saber, a condenação do que se chama o arqueologismo litúrgico, cujas propostas coincidiam largamente com as do sínodo jansenista e protestantizante de Pistóia, de 1786 (cf. “Mediator Dei”, n° 63-64), e que, com efeito, evoca os pensamentos teológicos de Martinho Lutero.

É por isso que já o Concílio de Trento condenou as idéias litúrgicas protestantes, em particular a acentuação exagerada da noção de banquete na celebração eucaristica, em detrimento do carácter sacrifical, a supressão de sinais unívocos da sacralidade como expressão do mistério da liturgia (cf. Concílio de Trento, sessio XXII).

As declarações litúrgicas doutrinais do magistério, como, neste caso, as do Concílio de Trento e da encíclica Mediator Dei, que se refletem numa praxis litúrgica secular, ou mesmo milenar, constante e universal, portanto, fazem parte desse elemento da santa tradição que não se pode abandonar sem incorrer em grandes prejuízos no nível espiritual. Estas declarações doutrinais sobre a liturgia são retomadas pelo Vaticano II, como se pode constatar lendo os princípios gerais do culto divino na constituição litúrgica Sacrosanctum Concilium.

Como erro concreto no pensamento e no agir do arqueologismo litúrgico, o Papa Pio XII cita a proposta apresentada de dar ao altar a forma de mesa (cf. Mediator Dei n° 62). Se já o Papa Pio XII recusou o altar na forma de mesa, imagine como a fortiori teria recusado a proposta de uma celebração ao redor de uma mesa “versus populum”!

Se a Sacrosanctum Concilium ensina no n° 2 que, na liturgia, a contemplação deve ter a prioridade e que toda celebração da missa deve ser orientada para os mistérios celestiais (cf. idem n° 2 e n° 8), encontramos aí um eco fiel da seguinte declaração do Concílio de Trento, que dizia: “Já que a natureza humana é tal, que não pode, facilmente e sem socorros exteriores, elevar-se a meditar as coisas divinas, por isso a Igreja, piedosa Mãe que é, instituiu certos ritos para se recitarem na missa, uns em voz submissa, outros em voz alta. Juntou a isto cerimônias, como bênçãos místicas, luzes, vestimentas e outras coisas congêneres da Tradição apostólica, com que se fizesse perceptível a majestade de tão grande sacrifício, e para que o entendimento dos fiéis se excitasse, por meio destes sinais visíveis da religião e da piedade, à contemplação das coisas altíssimas que se ocultam neste sacrifício.” (sessio XXII, cap. 5 — fonte da tradução aqui)

Os ensinamentos citados do magistério da Igreja e, sobretudo, os de Mediator Dei, eram indubitavelmente reconhecidos pelos Padres Conciliares como plenamente válidos; conseqüentemente, devem continuar hoje ainda a ser plenamente válidos para todos os filhos da Igreja.

Em sua carta dirigida a todos os bispos da Igreja Católica que Bento XVI acrescentou ao Motu Proprio Summorum Pontificum, de 7 de julho de 2007, o Papa faz esta declaração importante: “Na história da liturgia, há crescimento e progresso, mas não ruptura. O que foi sagrado para as gerações passadas deve permanecer sagrado e grande para nós”. Dizendo isso, o Papa exprime o princípio fundamental da liturgia que o Concílio de Trento, o Papa Pio XII e Concílio Vaticano II ensinaram.

Quando se olha, sem idéias preconcebidas e de forma objetiva, a prática litúrgica da esmagadora maioria das igrejas em todo o mundo católico onde a forma ordinária do rito romano está em uso, ninguém pode negar, com toda franqueza, que os seis princípios litúrgicos mencionados do Concílio Vaticano II não são, ou são muito pouco, respeitados,  embora se declare erroneamente que esta prática da liturgia foi desejada pelo Vaticano II.

Há um certo número de aspectos concretos na prática litúrgica dominante atual, no rito ordinário, que representam uma verdadeira ruptura com a prática litúrgica constante de há mais de um milênio. Trata-se dos cinco usos litúrgicos seguintes, que se pode designar como sendo as cinco chagas do corpo místico litúrgico de Cristo. Trata-se de feridas, porque representam uma violenta ruptura com o passado, porque enfatizam menos o carácter sacrifical que é, todavia, absolutamente, o carácter central e essencial da missa, e enfatizam o banquete; tudo isso diminui os sinais externos de adoração divina, pois colocam menos em relevo o carácter do mistério naquilo que ele tem de celestial e eterno.

No que diz respeito a estas cinco chegas, com exceção de uma delas  (as novas orações do ofertório), as outras não são previstas na forma ordinária do rito da missa, mas foram introduzidas pela prática de um modo deplorável.

A primeira chaga, e a mais evidente, é a celebração do sacrifício da missa em que padre celebra voltado para os fiéis, especialmente durante a oração eucarística e a consagração, o momento mais elevado e sagrado da adoração devida a Deus. Esta forma externa corresponde, por natureza, mais à forma com que nos comportamos quando compartilhamos uma refeição. Estamos na presença de um círculo fechado. E esta forma absolutamente não está em conformidade com o momento da oração e, ainda menos, com o da adoração. Ora, esta forma não foi desejada de modo algum pelo Concílio Vaticano II e nunca foi recomendada pelo magistério dos Papas pós-conciliares.  O Papa Bento XVI escreve em seu prefácio ao primeiro volume de suas obras completas: “A idéia de que o padre e a assembléia devam se olhar durante a oração nasceu entre os modernos e é totalmente alheia à cristandade tradicional. O padre e a assembléia não se dirigem mutuamente uma oração, mas ao Senhor. É por isso que na oração eles olham para a mesma direção: quer para o leste, como  símbolo cósmico do retorno do Senhor, ou então, onde isso não é possível, para uma imagem de Cristo situada na abside, para uma cruz ou simplesmente juntos para o alto”.

A forma de celebração em que todos dirigem seu olhar à mesma direcção (conversi ad orientem, ad Crucem, ad Dominum) é mesmo evocada nas rubricas do novo rio da missa (cf. Ordo Missae, n. 25, n. 133 e n. 134). A celebração que se chama “versus populum” não corresponde certamente à ideia da Santa Liturgia tal como é mencionada nas declarações de Sacrosanctum Concilium n°2 e n° 8.

A segunda chaga é a comunhão na mão difundida praticamente por toda a parte do mundo. Não somente este modo de receber a comunhão não foi evocado de modo algum pelos Padres Conciliares do Vaticano II, mas foi, de fato, introduzido por um certo número de  bispos em desobediência à Santa Sé e em desprezo ao voto negativo, em 1968, da maioria do corpo episcopal. Só posteriormente o Papa Paulo VI a legitimou, sob condições especiais e à contragosto.

O Papa Bento XVI, desde a festa de Corpus Christi de 2008, só distribui a comunhão aos fiéis de joelhos e sobre a língua, e isso não somente em Roma, mas também em todas as igrejas locais que visita. Com isso, ele dá à Igreja toda um exemplo claro do magistério prático em matéria litúrgica. Se a maioria qualificada do corpo episcopal, três anos após o concílio,  recusou a comunhão na mão como algo nocivo, quanto mais os Padres conciliares o teriam feito igualmente!

A terceira chaga são as novas orações do ofertório. São uma criação inteiramente nova e nunca estiveram em uso na Igreja. Elas exprimem menos a evocação do mistério do Sacrifício da Cruz do que a de um banquete, recordando as orações da ceia sabática judaica. Na tradição mais que milenar da Igreja de Ocidente e do Oriente, as orações do ofertório sempre foram centradas expressamente no mistério do Sacrifício da Cruz (cf. p. exemplo Paul Tirot, Histoire des prières d’offertoire dans la liturgie romaine du VIIème au XVIème siècle, Roma 1985). Tal criação absolutamente nova está, sem dúvida alguma, em contradição com a formulação clara do Vaticano II, que recorda: “Innovationes ne fiant … novae formae ex formis iam exstantibus organice crescant ” (Sacrosanctum Concilium, 23).

A quarta chaga é o desaparecimento total do latim na imensa maioria das celebrações eucarísticas na forma ordinária, na totalidade dos países católicos. Eis aí uma infração direta às decisões do Vaticano II.

A quinta chaga é o exercício dos serviços litúrgicos de leitor e de acólito por mulheres, bem como o exercício destes mesmos serviços em trajes civis, adentrando o coro durante a Santa Missa diretamente do espaço reservado ao fiéis. Este costume nunca existiu na Igreja, ou pelo menos nunca foi bem-vindo. Ele confere à celebração da missa católica o caráter exterior de algo de informal, ou melhor, o caráter e o estilo de uma assembléia profana. O segundo Concílio de Nicéia já proibia tais práticas em 787, editando este cânon: “Se alguém não é ordenado, não lhe é autorizado fazer a leitura no ambão durante a santa liturgia” (can. 14). Esta norma constantemente foi respeitada na Igreja. Somente os subdiáconos ou os leitores tinham o direito de fazer a leitura durante a liturgia da Missa. Em caso de substituição dos leitores e acólitos ausentes, os homens ou rapazes em hábitos litúrgicos podem fazê-lo, mas não mulheres, já que o sexo masculino, no plano da ordenação não sacramental dos leitores e acólitos, representa simbolicamente o último laço com as ordens menores.

Nos textos do Vaticano II não é feita nenhuma menção à supressão das ordens menores e do subdiaconato, nem a introdução de novos ministérios. Na Sacrosanctum Concilium n° 28, o concílio faz a distinção entre “minister” e “fidelis” durante a celebração litúrgica, e determina que ambos têm o direito de não fazer senão o que lhes corresponde em razão da natureza da liturgia. O n° 29 menciona os “ministrantes”, ou seja, os servos do altar que não receberam nenhuma ordenação. Em oposição a eles, haveria, de acordo com os termos jurídicos da época, os “ministri”, ou seja, os que receberam uma ordem, seja maior ou menor.

Pelo Motu Proprio Summorum Pontificum, o Papa Bento XVI determina que as duas formas do rito romano devem ser vistas e tratadas com o mesmo respeito, pois a Igreja permanece a mesma antes e depois do concílio. Na carta de acompanhamento ao Motu Proprio, o Papa deseja que as duas formas se enriqueçam mutuamente. Além disso, deseja que na nova forma se manifeste “de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo.”

As quatro chagas litúrgicas ou usos infelizes (celebração versus populum, comunhão na mão, abandono total do latim e do canto gregoriano e a intervenção das mulheres no serviço da leitura e do acolitato) não têm, em si, nada que ver com a forma ordinária da missa e estão, ademais, em contradição com os princípios litúrgicos do Vaticano II. Se fosse colocado um termo a estes usos, retornaríamos ao verdadeiro ensinamento litúrgico do Vaticano II. E neste momento, as duas formas do rito romano se aproximariam enormemente, de modo que, ao menos exteriormente, não se teria como constatar uma ruptura entre elas e, consequentemente, como constatar uma ruptura entre a Igreja de antes do concílio e aquela de depois.

No que diz respeito às novas orações do ofertório, seria desejável que a Santa Sé as substituísse pelas orações correspondentes da forma extraordinária ou, pelo menos, que permitisse a sua utilização ad libitum. Assim, não apenas exteriormente, mas interiormente, a ruptura entre as duas formas seria evitada. A ruptura na liturgia, é exatamente ela o que a maioria dos Padres conciliares não quiseram; testemunham-no as atas do concílio, pois nos dois mil anos de história da liturgia na Santa Igreja nunca houve ruptura litúrgica e, por conseguinte, não deve jamais haver. Pelo contrário, dever haver uma continuidade como convém que seja ao magistério.

As cinco feridas do corpo litúrgico da Igreja evocadas aqui reclamam uma cura. Elas representam uma ruptura comparável àquela do exílio de Avignon. A situação de uma ruptura tão nítida numa expressão da vida da Igreja está longe de ser sem importância — outrora a ausência dos Papas na cidade de Roma, hoje a ruptura visível entre a liturgia de antes e de depois do concílio. Esta situação, portanto, pede por uma cura.

É por isso que há, hoje, a necessidade de novos santos, de uma ou várias Santa Catarina de Sena. Há necessidade  da “vox populi fidelis” que reclama a supressão desta ruptura litúrgica. Mas o trágico da história é que hoje, como outrora no tempo do exílio de Avignon, uma grande maioria do clero, sobretudo do alto clero, se satisfaz com este exílio, com esta ruptura.

Antes que se possa esperar os frutos eficazes e duradouros da nova evangelização, é necessário primeiramente que se estabeleça no interior da Igreja um processo de conversão. Como se pode convidar os outros a se converter enquanto, entre os que convidam, não ocorreu ainda nenhuma conversão convincente em direção a Deus, já que, na liturgia, eles não estão voltados suficientemente para Deus, tanto interior como exteriormente. Celebra-se o sacrifício da missa, o sacrifício da adoração de Cristo, o maior mistério da fé, o ato de adoração mais sublime num círculo fechado, olhando-se uns aos outros.

Falta a “conversio ad Dominum” necessária, mesmo exteriormente, fisicamente. Dado que durante a liturgia, trata-se Cristo como se ele não fosse Deus e não se manifesta isso com sinais externos claros de uma adoração devida ao Deus único, no fato dos fiéis receberem a Santa Comunhão de pé e, ademais, tomando-A em suas mãos como um alimento comum, ao pegá-la com os dedos e ao colocar eles mesmos na boca. Há aqui o perigo de uma espécie de arianismo ou de um semi-arianismo eucarístico.

Uma das condições necessárias a uma frutuosa nova evangelização seria o seguinte testemunho de toda a Igreja no âmbito do culto litúrgico público, observando ao menos estes dois aspectos do culto divino, a saber:

1) Que por toda a terra a Santa Missa seja celebrada, mesmo na forma ordinária, na “conversio ad Dominum”, interior e também, necessariamente, exteriormente.

2) Que os fiéis dobrem os joelhos diante de Cristo no momento da Sagrada Comunhão, como pede São Paulo, evocando o nome e a pessoa de Cristo (cf. Fl. 2,10), e que O recebam com o maior amor e o maior respeito possível, como Lhe corresponde enquanto Deus verdadeiro.
Graças a Deus, o Papa Bento XVI iniciou, por duas medidas concretas, o processo de regresso do exílio litúrgico de Avignon, isto é, pelo Motu Proprio Summorum Pontificum e pela reintrodução do rito da comunhão tradicional.

São ainda necessárias muitas orações e, talvez, uma nova Santa Catarina de Sena, a fim de que prossigam os outros passos, de forma a curar as cinco chagas no corpo litúrgico e místico da Igreja e que Deus seja venerado na liturgia com aquele amor, aquele respeito, aquele sentido do sublime que sempre foram a realidade da Igreja e de seu ensinamento, especialmente através do Concílio de Trento, do Papa Pio XII em sua encíclica Mediator Dei, do Concílio Vaticano II em sua constituição Sacrosanctum Concilium e do Papa Bento XVI em sua teologia da liturgia, de seu magistério litúrgico prático e do Motu proprio supracitado.
Ninguém pode evangelizar se antes não adorar, ou mesmo se não adorar permanentemente e não der a Deus, o Cristo Eucarístico, a verdadeira prioridade na maneira de celebrar e em toda a sua vida. Com efeito, para retomar as palavras do Cardeal Joseph Ratzinger: “Na maneira de se tratar a liturgia é que se decide a sorte da Fé e da Igreja”.

Dom Athanasius Schneider, Réunicatho, 15 de Janeiro de 2012.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

DO SITE SALVEM A LITURGIA:

D. Slattery: “Eles não deveriam ter visto a antiga liturgia ... como algo que precisava ser corrigido.”

Trecho retirado de Rorate Coeli, a partir da entrevista de D. Edward Slattery, Bispo de Tulsa, EUA, ao National Catholic Register, publicada em 28 de outubro de 2011: D. Slattery sobre a oração, a Missa e as novas vocações.
Pergunta: O senhor tem feito declarações públicas sobre problemas com a liturgia. Que mudanças gostaria de ver?
image  Resposta: Eu gostaria de ver a liturgia se tornar aquilo que o Vaticano I pretendia que ela fosse. Isso não é algo que acontece do dia para a noite. Os Bispos que eram os Padres do Concílio vindos dos Estados Unidos voltaram para casa e fizeram mudanças muito rapidamente. Eles não deveriam ter visto a antiga liturgia, que chamamos de Missa Tridentina ou Missal do Papa João XXIII, como algo que precisava ser corrigido. Nada foi quebrado. Havia uma atitude a indicar que tínhamos que implementar o Vaticano II de um modo que afetasse radicalmente a liturgia.
O que nós perdemos em um curto período de tempo foi a continuidade. A nova liturgia deveria ser claramente identificada com a liturgia da Igreja pré-Vaticano II. Mudanças, como o deslocamento do altar, foram muito súbitas e muito radicais. Não há nada nos documentos do Vaticano II que justifique essas mudanças. Sempre tivemos a Missa de frente ao povo bem como a Missa ad Orientem ("em direção ao Oriente", com o sacerdote e o povo olhando para a mesma direção). Todavia, a Missa ad Orientem era a norma. Essas normas não vieram do Vaticano II.
Ademais, não foi uma sábia decisão acabar com o latim na Missa. Como isso aconteceu, eu não sei; mas os Padres Conciliares nunca pretenderam acabar com o latim. Eles queriam conservá-lo e, ao mesmo tempo, abrir espaço para o vernáculo, notadamente para que as pessoas pudessem entender as Escrituras.
P: O senhor mesmo já começou a celebrar Missas ad Orientem.
image  R: Sim, em nossa catedral e em umas poucas paróquias onde os sacerdotes me pedem. Na maioria das vezes, eu digo a Missa de frente para o povo quando viajo pela Diocese ou quanto tenho um grande número de padres concelebrantes, porque funciona melhor assim.
Alguns sacerdotes têm seguido meu exemplo e celebrado ad Orientem também. Eu não requisitei que mudassem. Prefiro dar o exemplo e deixar o sacerdote pensar sobre isso, rezar por isso, estudar,, e então olhar para suas igrejas e ver se é viável implementar.
P: E é positivo quando o povo pensa e fala sobre a liturgia.
image  R: Quando o povo faz da liturgia parte de suas conversas, isso é uma boa coisa. Quando sacerdotes e leigos discutem liturgia, eles verão quão importante ela é e quanto ela é obra de Deus e não nossa.
Porém, nós devemos nos aproximar da liturgia de joelhos e com uma tremenda humildade, reconhecendo que ela não nos pertence. Ela pertence a Deus. Ela é um dom. Adoramos a Deus não por criar nossas próprias liturgias, mas por receber a liturgia como ela vem até nós pela Igreja. A liturgia deve ser formada e moldade pela Igreja mesma para ajudar as pessoas a rezar melhor. E todos nós rezamos melhor quando estamos dispostos a receber o que Deus tem oferecido, ao invés de criar algo próprio.

DO SITE SALVEM A LITURGIA:

Nova tradução do Missal Romano: "para que haja sempre uma melhor compreensão e fidelidade ao texto original"

5 comentários e 4 referências
Já comentamos aqui a respeito da tradução vigente no Brasil do Missal Romano e de suas imprecisões e mesmo omissões. Também já comentamos um pouco a respeito da tradução em andamento da terceira edição do Missal Romano. Infelizmente a falta de informação por parte da Comissão Episcopal para a Tradução dos Textos Litúrgicos (Cetel) nos impede de acompanhar mais de perto o trabalho sendo realizado. Contudo, as últimas notícias que nos chegam diretamente da Assembléia Geral dos Bispos do Brasil são muito animadoras, via Gaudium Press.

De acordo com Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora (MG), membro da Congregação para a Educação Católica (desde 2007, nomeado pelo Papa Bento XVI), "o que estamos vendo é uma tradução mais adequada das orações que estão em latim, sejam as orações da Missa, sejam as orações também eucarísticas que são fixas e esta tradução é importante para que haja sempre uma melhor compreensão e fidelidade ao texto original".

Quanto à demora na tradução brasileira, Dom Gil afirma que trata-se de um trabalho minucioso, tendo "todo o cuidado, não palavra por palavra, mas vírgula por vírgula", e que "esperamos que seja finalizado em breve, mas eu não tenho a ilusão de saia de hoje para amanhã".

Vale recordar que na época de nossa tradução vigente (segunda edição do Missal Romano) a questão da tradução ainda estava um pouco solta. O passar do tempo e a observação prática dos efeitos positivos e negativos das diversas traduções vernaculares, cada qual guiado por um determinado princípio, levou a um maior discernimento. E assim, foi publicada em 2001 a Instrução LITURGIAM AUTHENTICAM [1] pedindo fidelidade aos textos originais latinos (mas também gregos, hebraicos e aramaicos).

É reconfortante ver que nossos bispos estão procurando ser fiéis ao que pede a Santa Igreja. Não apenas porque devemos servir a Igreja como ela quer ser servida, mas porque as traduções fiéis aos originais manifestam uma maior unidade de todos os fiéis do Rito Romano, independentemente da língua que falam, bem como revelam os tesouros de nossa tradição litúrgica. E mais, não nos transmite uma certa segurança saber que já na Oração Eucarística de Santo Hipólito de Roma (meados do séc. III) [2] encontramos o diálogo que antecede o prefácio (- Dominus Vobiscum. - Et cum spiritu tuo. ...), e que este provavelmente data dos tempos apostólicos[3]?

Por fim, no maior espírito de humildade, deixamos uma sugestão para a Cetel: embora entendamos que um certo sigilo seja conveniente para o bom andamento dos trabalhos da comissão, por que não disponibilizar um rascunho de parte das traduções já aprovadas pela CNBB ou pela Santa Sé (supondo que a aprovação seja por partes)? Foi o que fez a conferência episcopal norte-americana (atualmente, com a tradução aos falantes de língua inglesa já concluída, o rascunho do Ordinária da Missa foi removido do site da conferência). Certamente isso colaboraria para que os novos textos, mais fiéis ao texto latino, fossem sendo acolhidos de forma mais gradual e com o maior e devido cuidado que a introdução da nova tradução exigirá.

Coloquemos o trabalho da Cetel em nossas orações, para a maior glória de Deus e para o bem do povo de Deus.

[1] Quinta Instrução "Para a Reta Aplicação da Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Concílio Vaticano II" LITURGIAM AUTHENTICAM: Sobre o uso dos idiomas vernaculares na publicação dos livros da Liturgia Romana. Disponível na íntegra em latim e inglês; press release disponível em português.

[2] ROUET, Albert. A missa na história. São Paulo: Paulinas, 1981.

[3] Dominus Vobiscum - Catholic Encyclopedia.